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LUTO NO AGRO

Itacir Picinin morre aos 66 anos e deixa trajetória ligada à história de Sorriso

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AGRONEGÓCIO

O produtor rural e empresário Itacir José Picinin morreu neste domingo (4), aos 66 anos, em São Paulo, onde realizava tratamento de saúde. A morte foi confirmada pela Prefeitura de Sorriso, que reconheceu a importância do empresário para a formação e o desenvolvimento do município.

Considerado um dos pioneiros de Sorriso, Picinin integrou a geração de produtores que participou da expansão da atividade agrícola no norte de Mato Grosso. Sua trajetória esteve ligada não apenas ao campo, mas também a empresas e iniciativas relacionadas à infraestrutura necessária para o crescimento do agronegócio regional.

Em razão da morte, a Prefeitura de Sorriso decretou três dias de luto oficial. Até a divulgação da nota, ainda não haviam sido informados oficialmente os detalhes sobre o velório e o sepultamento.

Reconhecimento em vida

A atuação de Picinin no desenvolvimento de Sorriso também foi reconhecida institucionalmente. Em junho deste ano, a Câmara Municipal aprovou a concessão do Título de Cidadão Sorrisense ao empresário, por meio do Decreto Legislativo nº 103/2026.

O reconhecimento ocorreu poucos meses antes de sua morte e reforçou a ligação de Picinin com a história do município, que se consolidou como um dos principais centros produtores de grãos do país.

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Atuação além das propriedades rurais

Além da atividade agropecuária, Picinin também esteve envolvido em projetos relacionados à logística e ao transporte da produção.

Durante anos, ocupou a presidência da Intervias Concessionária, empresa responsável pela administração de trechos das rodovias MT-242, MT-493 e MT-140, na região de Sorriso. Registros publicados no Diário Oficial de Mato Grosso ainda o apontavam, em abril de 2026, como diretor-presidente da companhia.

O empresário também participou da Associação dos Beneficiários da Rodovia da Integração Leste-Oeste, entidade voltada a questões relacionadas à infraestrutura e ao escoamento da produção agrícola.

Sua trajetória, dessa forma, esteve diretamente relacionada ao processo de crescimento de Sorriso e à consolidação da região como uma das principais fronteiras agrícolas do país.

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AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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