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RECONHECIMENTO NACIONAL

Empresária de Formosa é eleita uma das mais poderosas do Brasil pela Forbes

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A empresária goiana Camila Colpo, de 36 anos, foi reconhecida pela Forbes Brasil como uma das mulheres mais poderosas do país. Natural de Formosa, ela está à frente da Boa Safra Sementes, empresa que alcançou receita líquida de R$ 2,62 bilhões em 2025 e passou a ter ações negociadas na B3 em 2021.

Engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Camila também possui especialização em melhoramento genético realizada na França. Sua trajetória empresarial começou dentro da própria família e tem como base a experiência do pai no campo.

Em 2009, Camila e o irmão, Marino Colpo, oficializaram a criação da Boa Safra, unindo o conhecimento adquirido na agricultura à produção de sementes.

Do Cerrado goiano para o cenário nacional

A história da família começou quando o pai de Camila se mudou para Goiás, em 1979. Na época, ele adquiriu as primeiras terras que dariam origem ao negócio após trocar um Fusca por uma propriedade no Cerrado.

A aposta ocorreu quando a região ainda apresentava baixa produtividade agrícola. Segundo Camila, o pai enxergou o potencial que o território poderia alcançar e decidiu investir no local.

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O empresário morreu em 2018, mas deixou aos filhos o legado que posteriormente seria transformado em uma companhia de grande porte no agronegócio.

Camila conta que, ao lado do irmão, buscou profissionalizar a operação e encontrou no mercado de sementes uma oportunidade de expansão.

Empresa chegou à Bolsa

Com o crescimento da companhia, Camila e Marino também implantaram uma estrutura de governança corporativa. A empresa passou a contar com um Conselho de Administração e, posteriormente, abriu capital na Bolsa brasileira.

Na atual estrutura, Camila ocupa a presidência do Conselho de Administração, enquanto o irmão permanece responsável pela gestão executiva como CEO.

Para a empresária, a presença na lista da Forbes representa mais do que uma conquista pessoal. Ela afirma que o reconhecimento também simboliza o interior de Goiás e as mulheres que atuam no agronegócio.

“Estou representando Formosa, o interior de Goiás, o agronegócio e tantas mulheres que trabalham todos os dias no campo e ainda estão conquistando seus espaços de liderança”, afirmou.

Formosa como parte da trajetória

Apesar da projeção nacional, Camila afirma manter forte ligação com suas origens. Ela pretende continuar ampliando os negócios da Boa Safra e explorar novas áreas, sem abandonar a identidade construída no campo.

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A empresária também defende que sua trajetória sirva de inspiração para pessoas que vivem longe dos grandes centros.

“Tenho muito orgulho das minhas raízes e de poder mostrar que não é preciso nascer ou construir uma carreira nos grandes centros para chegar a posições de destaque nacional”, declarou.

Camila resume a expansão de sua trajetória com uma frase que mantém Formosa e o agronegócio como parte de sua identidade: “Junto comigo, estou levando um pouquinho de Formosa e do agro para o Brasil.”

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Deputado suplente é alvo de operação que apura desvio de R$ 1 milhão em MT

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O suplente de deputado estadual e candidato à Assembleia Legislativa em 2026, Hugo Garcia (PSDB), é um dos alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil para investigar supostas irregularidades na administração do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT).

Segundo a investigação, as movimentações financeiras consideradas suspeitas ultrapassam R$ 1 milhão. A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e envolve suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.

Em Cuiabá, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de contas e a suspensão dos acessos dos investigados aos recursos financeiros do instituto, que é tratado como vítima e colabora com as autoridades.

Hugo Garcia, que já presidiu o IMAFIR-MT, aparece entre os investigados em meio a uma disputa pela representação legal da entidade.

Movimentações sob investigação

A Polícia Civil apura operações realizadas durante uma disputa interna pelo comando do instituto. Entre os pontos investigados está a realização de transações financeiras mesmo após decisões judiciais relacionadas à administração da entidade.

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Uma das operações analisadas envolve aproximadamente R$ 774 mil, que teriam sido destinados a uma conta pessoal e a uma empresa ligada ao então diretor executivo do instituto. Outra transferência, no valor de R$ 270 mil, teria sido feita para um escritório de advocacia.

A investigação pretende identificar quem autorizou as operações, se os responsáveis tinham legitimidade para movimentar os recursos e qual foi a destinação dos valores.

As medidas judiciais também determinaram a suspensão de credenciais, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos utilizados para movimentar as contas do IMAFIR-MT.

Com a decisão, os investigados ficam impedidos de realizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates ou qualquer outra operação financeira em nome da entidade.

A investigação ainda está em andamento, e as suspeitas deverão ser esclarecidas no decorrer do procedimento policial.

Com informações da Gazeta Digital.

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