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ALÍVIO NO BOLSO

Inadimplência recua pela primeira vez no ano em Mato Grosso e Cuiabá

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ECONOMIA

A inadimplência apresentou um primeiro sinal de queda em Mato Grosso em 2026. Dados do SPC Brasil, divulgados pela CDL Cuiabá, apontam redução de 2,23% no número de consumidores inadimplentes entre julho e agosto.

Atualmente, cerca de 1,5 milhão de mato-grossenses, o equivalente a 47,8% da população adulta, possuem restrições de crédito. A quantidade de dívidas atrasadas também recuou, com queda de 2,38% no mês, embora ainda acumule alta de 8,90% em 12 meses.

O valor médio das dívidas chega a R$ 6.119,63 por consumidor, com atraso médio de 29,5 meses. Os bancos concentram a maior parte dos débitos, representando 54,81% dos registros.

Cuiabá

Na Capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos estavam negativados em agosto. O número representa uma queda de 2,52% em relação ao mês anterior. Já a quantidade de dívidas em atraso diminuiu 2,95%.

O valor médio das pendências em Cuiabá é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, enquanto o tempo médio de atraso chega a 30,2 meses.

Assim como no Estado, os bancos são os principais credores na Capital, concentrando 61,09% das dívidas registradas.

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Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, a redução mensal indica que parte das famílias pode estar conseguindo reorganizar as finanças.

“É um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar”, avaliou.

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ECONOMIA

Braskem entra em recuperação extrajudicial e amplia crise financeira de gigante petroquímica

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A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas do país, entrou nesta segunda-feira (24) com pedido de recuperação extrajudicial para tentar reorganizar uma dívida estimada em US$ 10,9 bilhões, equivalente a cerca de R$ 56 bilhões.

A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração da companhia e comunicada ao mercado nesta manhã. O objetivo é criar um ambiente jurídico para negociar e implementar a reestruturação das obrigações financeiras da empresa.

Apesar do pedido, a Braskem informou que a medida tem alcance exclusivamente financeiro e não interfere nas obrigações mantidas com fornecedores, clientes e demais parceiros comerciais, que continuam válidas.

A recuperação extrajudicial permite que a companhia negocie diretamente com seus credores e, posteriormente, submeta o acordo à homologação judicial. Caso não consiga obter o apoio necessário, o processo pode evoluir para uma recuperação judicial.

Crise se agrava

A decisão ocorre após meses de dificuldades financeiras e negociações com instituições credoras. O período de proteção contra cobranças judiciais terminou nesta segunda-feira, sem que a empresa chegasse a um acordo definitivo para reorganizar suas dívidas.

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O cenário também foi agravado pelo ambiente adverso do setor petroquímico, marcado por excesso de oferta internacional, margens reduzidas e demanda mais fraca.

A estrutura financeira da Braskem também sofreu impacto com a elevação dos juros. A Selic, que estava em 2% em 2020, chegou a 15% em março de 2026, aumentando o custo de financiamento da companhia.

Outro fator de pressão é o passivo relacionado ao afundamento do solo em Maceió, associado à exploração de sal-gema. O episódio afetou dezenas de milhares de moradores e provocou a desocupação de milhares de imóveis.

Pressão sobre credores

Nas negociações, bancos teriam exigido garantias envolvendo ativos da companhia e a contratação de um empréstimo de US$ 700 milhões. A Braskem, contudo, rejeitou a proposta de novo financiamento.

Uma alternativa apresentada pela IG4, uma das controladoras, prevê o alongamento das dívidas por cinco anos e um período de 30 meses de carência para pagamento de juros.

O plano não prevê redução do valor principal da dívida nem transformação dos débitos bancários em participação acionária.

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Crise ultrapassa fronteiras

A dificuldade financeira não está restrita às operações brasileiras. Na semana passada, a Braskem Idesa, joint venture da companhia no México, também recorreu à Justiça dos Estados Unidos para iniciar um processo de reorganização financeira por meio do Chapter 11.

Com o pedido de recuperação extrajudicial no Brasil, a Braskem passa a enfrentar uma das maiores reestruturações financeiras de sua história.

A situação aumenta a pressão sobre a companhia e reacende o debate sobre os impactos da crise financeira e dos passivos acumulados pela empresa.

Apesar do tom político do debate, o pedido de recuperação extrajudicial, por si só, não significa falência da Braskem nem comprova relação direta entre a situação financeira da empresa e o governo Lula. A companhia continua operando e busca renegociar suas obrigações com os credores.

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