MOMENTO DE TENSÃO
Trump retirado às pressas: o que se sabe sobre o atirador que abriu fogo em evento com o presidente
MUNDO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas na noite desse sábado (25) de um hotel em Washington durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, após relatos de disparos de tiros no local.
Trump estava acompanhado da primeira-dama Melania Trump e de outras autoridades quando a equipe de segurança iniciou a evacuação do prédio. O evento reunia integrantes do governo e membros da imprensa.
De acordo com informações iniciais, um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos foi atingido por disparos durante a ocorrência, mas o colete à prova de balas impediu ferimentos graves. Ele foi encaminhado para atendimento médico e seu estado de saúde é considerado estável.
O suspeito do ataque foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, ele vivia no subúrbio de Los Angeles e trabalhava como professor e desenvolvedor de videogames.
Allen foi contido após o ataque e permanece preso. Perfis profissionais atribuídos a ele em redes sociais o descrevem como educador em uma empresa de reforço escolar, onde teria sido reconhecido por desempenho em atividades de ensino.
Até o momento, as autoridades não divulgaram a motivação do ataque. O caso segue sob investigação.
MUNDO
Ataque a bomba deixa 14 mortos na Colômbia e eleva tensão antes da eleição presidencial
A pouco mais de um mês para as eleições presidenciais na Colômbia, um ataque a bomba deixou 14 mortos e pelo menos 38 feridos no sudoeste do país, neste sábado (25). As autoridades atribuíram o atentado aos dissidentes da guerrilha das Farc que não aderiram ao acordo de paz de 2016, que (e) espalham terror no país.
Cinco vítimas eram menores de idade. Imagens da AFP mostram pessoas ao redor dos corpos das vítimas, veículos destruídos e buracos em uma estrada do departamento de Cauca, onde ocorreu a explosão.
Em vídeos compartilhados nas redes sociais, testemunhas relatam terem sido lançadas por vários metros pela força do impacto. “Estávamos esperando a liberação para avançar e essa bomba explodiu bem ali”, contou à AFP Francisco Javier Betancourt, agricultor de café e testemunha do atentado. “Fiquei assustado […] olhe até onde chegou este país”, acrescentou.
A Colômbia enfrenta uma série de atentados nas últimas semanas. “Os que atentaram e mataram […] são terroristas, fascistas e narcotraficantes”, escreveu o presidente Gustavo Petro na rede social X. “Quero os melhores soldados para enfrentá-los”, salientou.
Sucessor de Pablo Escobar
O presidente de esquerda apontou como responsável Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, a quem compara com o traficante Pablo Escobar. Após chegar ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com as principais organizações armadas, que fortaleceram suas atividades nos últimos anos.
Na sexta-feira, um atentado contra uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, deixou dois feridos e deu início a uma série de ataques nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Nos últimos dois dias, foram registrados 26 ataques nessa região, segundo Hugo López, comandante das forças militares.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, sobrevoou a área do atentado neste sábado e assegurou que a presença militar e policial foi reforçada para fazer frente aos ataques.
Segurança está no foco da campanha
A ofensiva aumenta o clima de tensão enquanto se aproxima a eleição presidencial, em 31 de maio, na qual a segurança é um dos temas centrais, especialmente após o assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, baleado durante um comício em junho de 2025.
O herdeiro político do presidente Gustavo Petro, senador Iván Cepeda, é o favorito para o pleito, seguido pelos conservadores de direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo as pesquisas. Os três denunciaram que receberam ameaças de morte e contam com fortes esquemas de segurança.
De la Espriella e Paloma Valencia criticam a política de paz de Petro e prometem linha dura contra os rebeldes. Na Colômbia, é comum que os grupos armados, que se financiam com atividades ilícitas como o narcotráfico, o garimpo ilegal e a extorsão, tentem exercer uma pressão violenta sobre o pleito presidencial.
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