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'INADMISSÍVEL'

Extinção do Samu em Mato Grosso é um atentado à vida, reage Natasha

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POLÍTICA MT

A médica Natasha Slhessarenko, pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, considera inadmissível e perigosa a decisão do Governo do Estado de extinguir o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em vídeo publicado no fim de semana, ela classifica a medida como “inadmissível” e perigosa, e alerta para os impactos diretos na vida da população, especialmente em um estado de grandes dimensões territoriais.

“Nós não vamos aceitar que o Samu seja extinto. Samu e Corpo de Bombeiros Militar são serviços complementares. Não é Samu ou bombeiros, é Samu e bombeiros fazendo mais e melhor pela nossa população”, afirma.

Com base em sua experiência no Sistema Único de Saúde (SUS), Natasha destaca que o serviço é parte estruturante da rede de urgência e emergência. “O Samu é o elo entre o acontecimento crítico e a chance de sobrevivência. Quando o Governo do Estado enfraquece esse serviço, não está economizando, está colocando vidas em risco e vidas não têm preço”.

Ela também reforça o fator tempo no atendimento: “Esses minutos, esses segundos entre a ocorrência e o atendimento são cruciais. São os chamados ‘minutos de ouro’, que fazem toda a diferença entre a vida e a morte”.

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A pré-candidata ainda critica o cenário de fragilização do serviço, citando a demissão de profissionais e a falta de investimentos. “Estamos falando de equipes que atuam na linha de frente, salvando vidas diariamente. Desvalorizar o Samu é também desrespeitar esses profissionais”, pontua.

Ao comentar a proposta de transferência para o Corpo de Bombeiros, Natasha reconhece a importância da corporação, mas reforçou que não há substituição possível. “São estruturas diferentes, que devem atuar de forma integrada dentro da rede de saúde”.

A médica amplia o debate e defende mudanças estruturais na saúde pública estadual. “A saúde em Mato Grosso vai muito mal. Precisa mudar. Com atendimento humanizado, atenção primária de qualidade e prioridade para pacientes com doenças graves como problemas cardíacos, diabetes e câncer”, afirma.

Entre as propostas, ela defende a criação de ambulatórios com especialistas e equipamentos nos hospitais regionais e municipais, a revisão urgente do plano de cargos e carreiras dos profissionais da saúde e uma gestão mais eficiente na distribuição de medicamentos. “Sou médica, sei como fazer a saúde funcionar de verdade”, conclui.

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A decisão de extinguir o Samu tem gerado preocupação entre profissionais da saúde, diante do risco de descontinuidade de um serviço considerado essencial para o atendimento rápido, qualificado e que salva vidas em situações de emergência.

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CST avança na construção de fluxo para atendimento a emergências em saúde mental

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A Câmara Setorial Temática da Saúde Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou, nesta segunda-feira (27), reunião ordinária para discutir a proposta de fluxo de atendimento às emergências e crises em saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), contemplando os públicos adulto e infanto-juvenil.

O objetivo foi avançar na construção de protocolos que orientem o atendimento de pacientes em situação de crise, especialmente nos casos que envolvem urgência e emergência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), unidades hospitalares e demais pontos da rede.

Durante a reunião, foram apresentados dados sobre a estrutura existente e a atuação das UPAs, destacando a necessidade de integração entre os serviços e a importância de protocolos para dar mais segurança aos profissionais e garantir atendimento adequado aos pacientes. Também foram detalhadas informações sobre a oferta de leitos em UPAs 24 horas em Mato Grosso.

Ao todo, o estado conta com 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência distribuídos nas unidades. Cuiabá, por exemplo, possui quatro UPAs de porte III, somando 60 leitos de observação e 16 de urgência, enquanto Várzea Grande conta com uma UPA III, no Ipase, e uma UPA I, totalizando 26 leitos de observação e sete de urgência. As informações constam na Portaria nº 0646/2025/SES.

Os participantes destacaram que a quantidade de unidades e leitos ainda é considerada baixa diante da dimensão territorial de Mato Grosso e do tamanho da população atendida, o que reforça a necessidade de ampliar a estrutura e melhorar a organização da rede de atendimento.

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Segundo o deputado Carlos Avallone, a Câmara tem acompanhado relatos de ambulâncias circulando com pacientes em crise sem conseguir atendimento imediato. Ele destacou que a intenção não é apontar culpados, mas identificar os problemas e construir soluções com apoio técnico.

“Na realidade, nós estamos falando do fluxo de urgência e emergência. Temos acompanhado muitos casos de ambulâncias rodando com pessoas em crise, sem ter quem receba. Existe lugar para ser recebido, que são as UPAs, mas, às vezes, isso não acontece porque estão lotadas, porque falta qualificação ou porque falta capacitação. Então, nós precisamos criar um fluxo”, afirmou.

Avallone também ressaltou que já existem propostas em andamento pela Prefeitura de Cuiabá e pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que poderão ser analisadas e validadas pela Câmara Setorial.

O coordenador de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Matheus Ricardo Souza, explicou que a proposta busca organizar o percurso do paciente dentro da rede, considerando os diferentes níveis de atendimento.

“O principal objetivo dessa reunião é articular o percurso desse paciente quando ele estiver em situação de crise e precisar de uma atenção especializada e de uma resposta rápida. A ideia é facilitar a assistência e o acesso à saúde nessas condições, tanto para o público infantil e juvenil quanto para o público adulto”, afirmou.

O parlamentar reforçou que a presença de diferentes instituições na Câmara Setorial fortalece a construção de uma proposta conjunta. “Quando se tem um fluxo aprovado por psicólogos, psiquiatras, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, Estado e municípios, fica muito mais fácil fazer com que ele seja cumprido”, disse.

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Para Avallone, a Câmara Setorial tem o papel de reunir especialistas, apoiar tecnicamente os municípios e viabilizar recursos quando necessário. “Criticar é fácil. O mais difícil é estudar, conhecer o caminho, chamar as pessoas para ajudar e colocar o recurso no lugar certo. É isso que estamos fazendo. A Câmara está aqui para ajudar a saúde mental a atender a população que mais precisa, porque ela está sofrendo muito”, concluiu.

Como encaminhamento, ficou acordada a formação de um grupo técnico para acompanhar a construção de fluxos e protocolos. O trabalho deverá orientar a atuação das unidades envolvidas e melhorar a articulação entre os serviços.

A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), de profissionais de saúde e da equipe técnica da ALMT.

Dasos UPAS 24h em MT: ofertas de leitos

Município | Porte | Leitos de Observação | Leitos de Urgência

Cuiabá | 4 UPAs – Porte III | 60 | 16

Várzea Grande | 1 UPA – III (IPASE) e 1 UPA I | 26 | 7

Poconé | 1 UPA – Porte I | 7 | 2

Barra do Garças | 1 UPA – Porte II | 11 | 3

Juína | 1 UPA I | 7 | 2

Cáceres | 1 UPA – Porte II | 11 | 3

Rondonópolis | 1 UPA III | 15 | 4

Primavera do Leste | 1 UPA II | 11 | 3

Sorriso | 1 UPA | 7 | 2

Sinop | 1 UPA II | 11 | 3

Total de 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência (Fonte: Portaria 065/2025/GBSES/MT. Posição de setembro de 2025).

Fonte: ALMT – MT

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