NA MIRA
Ex-deputada passa mal e morre após refeição. Infecção por Salmonella é investigada
BRASIL
A ex-deputada estadual Grazielle Machado morreu na madrugada desta quarta-feira (24/6), aos 45 anos, em Campo Grande (MS). Ela estava internada havia dois dias no Hospital da Cassems e não resistiu a um quadro de infecção generalizada.
A notícia da morte provocou forte comoção no meio político de Mato Grosso do Sul, onde construiu trajetória marcada pela atuação no Legislativo municipal e estadual. Segundo informações iniciais, há suspeita de que o quadro tenha sido provocado por infecção por Salmonella.
Na segunda-feira (22), a ex-parlamentar teria consumido uma refeição composta por macarrão, alho e óleo. Pouco tempo depois, passou mal e foi levada ao hospital, onde permaneceu internada até o óbito. As circunstâncias do caso ainda não foram detalhadas oficialmente pelas autoridades de saúde.
Vida pública
Filha de Londres Machado, um dos nomes mais tradicionais da política sul-mato-grossense e atualmente em seu 13º mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Grazielle seguiu os passos da família na vida pública.
Ao longo da carreira, foi eleita vereadora de Campo Grande por três mandatos e também exerceu o cargo de deputada estadual, consolidando presença ativa no cenário político local. Mesmo após deixar o Parlamento, manteve participação na vida pública. Em 2025, foi nomeada para um cargo no Governo de Mato Grosso do Sul, onde seguiu atuando na administração estadual.
Nas eleições municipais mais recentes, disputou uma vaga na Câmara de Campo Grande pelo PSDB. Não foi eleita, mas recebeu 1.887 votos e ficou como suplente.
BRASIL
CDBs do Digimais explodiram 1.130% em oito anos e chegam a R$ 8,5 bilhões
O saldo de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Banco Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, saltou 1.130% em oito anos e alcançou R$ 8,5 bilhões em 2025. O crescimento acelerado, sustentado por remunerações que chegaram a 140% do CDI para atrair investidores, está no centro da investigação que levou a Polícia Federal (PF) a deflagrar, nessa terça-feira (23/6), uma operação contra a instituição financeira.
O banco Digimais foi alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, que investiga suspeitas de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas. Além de mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou quebra de sigilos fiscais de 18 alvos da operação e o bloqueio de bens do bispo Edir Macedo.
Em relação aos CDBs, a investigação aponta que o Digimais instrumentalizou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como um “mecanismo de cobertura para fraudes”, em um modus operandi semelhante ao do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Na representação, a PF sustenta que houve uma transferência deliberada de risco: os gestores captavam bilhões do público para sustentar uma operação deficitária, repassando o prejuízo final para o sistema de proteção institucional do FGC.
“Ocorre que o crescimento do volume de captação não possuía lastro na capacidade patrimonial da instituição emissora, sustentando-se na expectativa de cobertura por parte do FGC, o que demonstra que a gestão utilizou a garantia coletiva para captar liquidez, ocultar o passivo descoberto e transferir o risco da operação para o sistema financeiro”, narra a Polícia Federal.
XP, Itaú e Nubank ofereceram CDBs do Digimais
Para atrair investidores em meio ao agravamento da situação financeira, o banco passou a oferecer remunerações acima da média do mercado. Em 2025, o custo médio de captação via plataformas de distribuição chegou a 115,7% do CDI. Segundo a Polícia Federal, alguns CDBs foram ofertados com rentabilidade de até 140% do CDI.
Enquanto ampliava sua captação de recursos e atraía bilhões de reais de investidores, o Digimais registrava lucros que agora são alvo de questionamentos por parte dos investigadores.
Documento elaborado pelo próprio Digimais lista seis instituições financeiras como parceiras de captação. São elas: XP Investimentos, BTG Pactual, Nu Invest, Itaú Corretora, Inter e Ágora.
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