SAÚDE GLOBAL
OMS prevê nova pandemia e cobra preparação dos países
BRASIL
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta sexta-feira (25) que o mundo deverá enfrentar uma nova pandemia e reforçou a necessidade de os países estarem preparados para uma futura emergência sanitária.
A declaração foi feita durante as discussões sobre um acordo internacional voltado à prevenção e ao enfrentamento de pandemias. A proposta prevê mecanismos para ampliar o compartilhamento de informações e materiais relacionados a agentes infecciosos com potencial de provocar novas crises sanitárias.
Tedros já havia defendido anteriormente que uma nova pandemia não seria uma questão de possibilidade, mas de tempo. Para a OMS, a experiência deixada pela Covid-19 mostrou a necessidade de aprimorar sistemas de vigilância, identificação de ameaças e capacidade de resposta.
As negociações sobre o acordo global avançaram recentemente e fazem parte dos esforços para estabelecer uma atuação mais coordenada entre os países diante de futuras emergências.
O tema também está previsto na agenda de uma reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada nesta sexta-feira, em Nova York.
A OMS defende que os aprendizados obtidos durante a pandemia de Covid-19 sejam utilizados para fortalecer a prevenção e reduzir os impactos de futuras crises sanitárias.
BRASIL
Messias cita decisão de R$ 4,7 bilhões e mira Flávio Bolsonaro
O advogado-geral da União, Jorge Messias, usou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o cancelamento de 16 precatórios, avaliados em R$ 4,7 bilhões, para fazer críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Messias comemorou a medida e afirmou que os valores deverão retornar aos cofres públicos. Na sequência, fez referência a um candidato que, segundo ele, teria buscado recursos junto ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A fala ocorreu após a divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre um possível repasse de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
A decisão do CNJ atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). O Conselho determinou o cancelamento dos precatórios e a devolução dos valores à Conta Única do Tesouro Nacional, com rendimentos. Segundo o CNJ, os títulos foram expedidos antes do trânsito em julgado da fase de execução e estavam mantidos em contas judiciais desde dezembro de 2023.
Os créditos estão relacionados a processos do setor sucroalcooleiro e envolvem empresas que negociaram os direitos dos precatórios com o Banco Master. A medida foi justificada pelo CNJ também pelo risco de prejuízo aos cofres públicos.
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