DISPUTA ELEITORAL
Messias cita decisão de R$ 4,7 bilhões e mira Flávio Bolsonaro
BRASIL
O advogado-geral da União, Jorge Messias, usou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o cancelamento de 16 precatórios, avaliados em R$ 4,7 bilhões, para fazer críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Messias comemorou a medida e afirmou que os valores deverão retornar aos cofres públicos. Na sequência, fez referência a um candidato que, segundo ele, teria buscado recursos junto ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A fala ocorreu após a divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre um possível repasse de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
A decisão do CNJ atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). O Conselho determinou o cancelamento dos precatórios e a devolução dos valores à Conta Única do Tesouro Nacional, com rendimentos. Segundo o CNJ, os títulos foram expedidos antes do trânsito em julgado da fase de execução e estavam mantidos em contas judiciais desde dezembro de 2023.
Os créditos estão relacionados a processos do setor sucroalcooleiro e envolvem empresas que negociaram os direitos dos precatórios com o Banco Master. A medida foi justificada pelo CNJ também pelo risco de prejuízo aos cofres públicos.
BRASIL
Advogado é acusado por cafetina de dívida de R$ 300 mil em Brasília
Uma relação que durou cerca de 11 anos terminou em uma disputa financeira de aproximadamente R$ 300 mil e foi parar na Polícia Civil do Distrito Federal. Uma cafetina acusa um advogado de Brasília de não quitar valores referentes a serviços e despesas acumuladas ao longo dos anos.
Segundo a denúncia, os pagamentos começaram a atrasar a partir de 2021. A mulher afirma que continuou arcando com despesas relacionadas aos encontros e outras demandas, enquanto os valores devidos se acumulavam.
Em uma tentativa de quitar parte do débito, o advogado teria entregue um relógio Rolex avaliado por ele em cerca de R$ 180 mil. A cafetina, porém, afirma que o objeto era falsificado e não tinha o valor informado.
Ainda conforme o relato, foram firmados acordos para o pagamento parcelado da dívida, com parcelas próximas de R$ 67 mil. Segundo a denunciante, apenas uma pequena parte do valor teria sido paga.
O caso foi levado à Polícia Civil acompanhado de conversas, documentos, registros financeiros e outros materiais que, segundo a mulher, comprovariam a relação e os valores cobrados.
A denúncia ainda será analisada pelas autoridades e não representa, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do advogado. A defesa poderá apresentar sua versão sobre os fatos.
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