ELEIÇÕES 2026
TRE confirma investigação sobre suposto vínculo de candidato com facção no Piauí
BRASIL
O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) confirmou que o Ministério Público Eleitoral apura uma denúncia sobre o possível envolvimento de um candidato nas eleições de 2026 com uma organização criminosa. A identidade do candidato não foi divulgada.
De acordo com o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Araújo, o caso está sendo conduzido inicialmente pelo Ministério Público Eleitoral, com participação da Polícia Federal. Segundo ele, a Justiça Eleitoral deverá atuar posteriormente, caso sejam identificados elementos que justifiquem novos procedimentos.
A investigação teve início após uma denúncia anônima recebida pelo procurador regional eleitoral do Piauí, Kelston Lages, que solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito. O procedimento corre sob sigilo e, até o momento, não há conclusão sobre eventual participação do candidato em atividades criminosas.
Este é o primeiro caso registrado no Piauí durante as eleições de 2026 envolvendo suspeita de ligação entre uma candidatura e uma organização criminosa.
O Estado já teve, porém, uma ocorrência semelhante. Em 2025, a vereadora de Teresina Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal e posteriormente condenada a 19 anos de prisão por crimes relacionados a fraudes eleitorais, captação ilícita de votos e lavagem de dinheiro. Ela perdeu o mandato e atualmente cumpre prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
Monitoramento
Para as eleições deste ano, o TRE-PI criou uma estrutura específica para acompanhar possíveis vínculos entre candidaturas e organizações criminosas. O Comitê de Segurança das Eleições Gerais de 2026 foi instituído em abril e reúne representantes de órgãos como Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Abin e Ministério Público Eleitoral.
A iniciativa tem entre os objetivos o gerenciamento de riscos relacionados ao processo eleitoral e o compartilhamento de informações para identificar eventuais conexões entre candidatos e grupos criminosos.
Apesar da abertura do inquérito, a investigação ainda está em andamento e não houve divulgação de conclusão sobre o suposto envolvimento do candidato.
BRASIL
Fux derruba decisão de Dino que mantinha nas redes FAKE NEWS sobre Nossa Senhora
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite desta segunda-feira (28) os efeitos da decisão de Flávio Dino que havia derrubado uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre publicações envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida.
Com a decisão, voltam a valer as determinações do ministro André Mendonça, do TSE, que ordenaram a remoção de conteúdos que apresentavam como verdadeira a informação de que Flávio Bolsonaro ou integrantes de sua família pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Fux determinou que plataformas como X, Facebook, TikTok e Google voltem a cumprir as ordens da Justiça Eleitoral no prazo de 24 horas. O descumprimento poderá resultar em multa.
A controvérsia começou após a circulação nas redes sociais da informação sobre uma suposta iniciativa para retirar o título da santa. Flávio Bolsonaro acionou o TSE, e Mendonça determinou a retirada de publicações que tratavam a alegação como fato, estabelecendo também restrições à republicação da mesma narrativa. A decisão fazia ressalvas a críticas, opiniões e sátiras.
No domingo (27), Dino suspendeu a decisão de Mendonça após analisar recurso apresentado pela defesa do humorista Antonio Tabet, cuja publicação também havia sido atingida pela ordem. O ministro afirmou que não havia elementos suficientes para justificar a retirada e destacou questões relacionadas à liberdade de expressão no período eleitoral.
Ao suspender a decisão de Dino, Fux apontou questões relacionadas à tramitação do pedido no STF e determinou o restabelecimento provisório das ordens do TSE. O caso ainda deverá ser analisado pelo plenário da Suprema Corte.
Fux cita decisões anteriores do Supremo
Na decisão, Fux lembrou que o STF já adotou medidas para combater conteúdos considerados desinformativos nesses procedimentos. Segundo o ministro, a Corte não poderia adotar agora entendimento diferente diante de uma publicação que já havia sido reconhecida como falsa pela Justiça Eleitoral.
Fux também destacou que a liberdade de expressão não está em discussão no caso. Para ele, o ponto central é diferenciar o exercício desse direito de situações que possam configurar abuso.
O ministro ainda observou que o episódio ocorre às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais. A decisão que suspendeu o ato de Dino foi tomada de forma monocrática e ainda precisa ser analisada pelo plenário do STF.
Com a decisão de Fux, volta a valer a determinação para retirada das publicações relacionadas à falsa atribuição envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida, até que o plenário da Corte analise o caso.
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