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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Prefeitura decreta emergência e admite risco de colapso no abastecimento de água em VG

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Prefeitura decreta emergência e admite risco de colapso no abastecimento de água em VG - VG Notícias

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de emergência por 180 dias nas áreas do município afetadas pela estiagem, após relatórios técnicos apontarem risco de comprometimento do sistema de abastecimento de água. O Decreto nº 76/2026 foi publicado nesta sexta-feira (31.07), no Jornal Oficial dos Municípios (AMM-MT).

A medida foi fundamentada em documentos da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e do Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), que classificaram a estiagem pelo código COBRADE 1.4.1.1.0 e concluíram que o município reúne os requisitos legais para a decretação da situação de emergência.

O principal fundamento do decreto é um relatório técnico elaborado pelo DAE/VG, intitulado “Avaliação da Vulnerabilidade e do Risco de Colapso do Sistema Municipal de Abastecimento de Água de Várzea Grande diante das condições climáticas previstas para 2026/2027”. O documento aponta uma série de fragilidades estruturais que comprometem o abastecimento.

Entre os problemas identificados estão o déficit de reservação de água, a degradação de estruturas estratégicas, a sobrecarga das unidades produtoras, a recorrência de falhas operacionais e a baixa capacidade de resposta do sistema diante da estiagem prevista para os próximos meses.

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Segundo o decreto, a situação exige a adoção de medidas administrativas excepcionais para reduzir os impactos da escassez hídrica, garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais e proteger a população.

Durante o período de vigência da emergência, os órgãos municipais deverão atuar de forma integrada para assegurar o abastecimento de água, reduzir os impactos da seca e priorizar o atendimento a hospitais, unidades de saúde, escolas, creches, instituições de longa permanência e demais serviços considerados essenciais.

O decreto também autoriza a Administração Municipal a realizar contratações emergenciais, nos casos previstos pela Lei nº 14.133/2021, para execução de ações voltadas ao enfrentamento da crise hídrica, recuperação do sistema de abastecimento e restabelecimento dos serviços públicos.

Além disso, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por registrar a ocorrência no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e adotar as providências necessárias para buscar o reconhecimento da situação de emergência pelos governos estadual e federal, o que poderá facilitar o acesso a recursos e apoio institucional.

O que muda com o decreto

Na prática, o decreto não impõe restrições imediatas à população, mas cria respaldo legal para que o município adote medidas excepcionais, acelere procedimentos administrativos, realize contratações emergenciais e solicite auxílio dos governos estadual e federal para enfrentar os impactos da estiagem e evitar o agravamento da crise no abastecimento de água.

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