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APURAÇÃO

Empresa com contratos no DF repassa R$ 1,4 milhão a negócio ligado à família de Celina

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A empresa Real JG Facilities, que mantém contratos com órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), repassou R$ 1,4 milhão à Faceng Engenharia, empresa que tem entre os sócios o marido da governadora Celina Leão (PP), Fabrício Faleiro Ferreira, e a filha dela, Bruna Victória Leão Machado de Araújo, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo.

Os pagamentos ocorreram por meio de 14 notas fiscais de R$ 100 mil cada, entre maio de 2025 e junho de 2026. Um novo repasse de R$ 100 mil também teria sido feito em julho por meio da 3J Facilities, empresa que presta serviços à Real JG.

De acordo com dados do Portal da Transparência citados pelo jornal, a Real JG recebeu mais de R$ 2 bilhões do GDF entre 2013 e 2026, em contratos com diferentes órgãos públicos.

As notas fiscais da Faceng descrevem serviços relacionados ao acompanhamento e assessoramento na área da construção civil, mas, segundo a reportagem, não detalham as obras, locais ou etapas dos trabalhos.

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O deputado distrital Gabriel Magno (PT) cobrou esclarecimentos sobre a relação comercial e afirmou que irá fiscalizar os pagamentos. O GDF foi questionado sobre possível conflito de interesses e sobre eventual apuração do caso, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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Crise explode no STF: Fachin suspende decisão de Mendonça e de Flávio Dino e mantém chefe da PF

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A crise interna do Supremo Tribunal Federal (STF) escalou nesta quarta-feira (9) e levou o presidente da Corte, Edson Fachin, a intervir diretamente na disputa pelo comando da Polícia Federal (PF). Em uma nova decisão, Fachin suspendeu as determinações dos ministros André Mendonça e Flávio Dino e manteve, de forma provisória, Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da corporação.

A decisão ocorre depois de uma sequência de ordens judiciais conflitantes em menos de 24 horas. Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e também do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Nesta quarta, Dino havia suspendido a decisão e autorizado o retorno dos dois aos cargos.

“É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, diz Fachin.

Fachin entrou no caso e decidiu interromper os efeitos das duas decisões. Com isso, Andrei permanece temporariamente à frente da Polícia Federal, mas sua situação está longe de ser resolvida. O presidente do STF determinou que o diretor-geral apresente informações no prazo de 48 horas. Depois disso, caberá ao próprio Fachin decidir sobre a permanência definitiva de Andrei no comando da corporação.

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A medida evidencia o tamanho do conflito instalado dentro da Suprema Corte. Em vez de uma decisão única e institucional sobre o comando da PF, ministros passaram a tomar decisões sucessivas e conflitantes sobre o mesmo assunto, obrigando o presidente do STF a assumir diretamente o controle do impasse.

A origem da crise está relacionada a relatórios produzidos pela área de inteligência da Polícia Federal e apresentados em meio ao confronto entre Mendonça e Alexandre de Moraes. Mendonça afirmou que havia sido submetido a monitoramento ilegal e sistemático pela inteligência da PF e apontou irregularidades na produção de documentos utilizados contra ele.

O episódio também está inserido na crise envolvendo o caso Banco Master e as mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que ampliaram a pressão sobre integrantes do Supremo e provocaram uma disputa sobre a condução das investigações. O caso colocou ministros da própria Corte em lados opostos e aumentou a tensão institucional.

A decisão de Fachin ocorre ainda depois de a Advocacia-Geral da União (AGU) recorrer contra o afastamento de Andrei. O governo Lula argumentou que a retirada do diretor-geral poderia provocar descontinuidade na gestão da PF e questionou a competência para afastar um delegado escolhido pelo presidente da República.

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Na prática, Fachin tenta colocar um freio na sucessão de decisões individuais. O presidente do STF afirmou que cabe à Presidência da Corte enfrentar a controvérsia e determinou que os processos retornem ao seu gabinete depois do cumprimento das diligências.

Por enquanto, Andrei Rodrigues continua no comando da Polícia Federal. Mas a permanência é apenas provisória. O futuro do diretor-geral será analisado por Fachin depois que ele apresentar as informações exigidas pelo Supremo.

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