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INQUÉRITO

MP investiga denúncias de assédio sexual por PM´s em escola cívico-militar do CPA

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POLÍCIA

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito civil para investigar denúncias de assédio e exploração sexual contra estudantes da Escola Estadual Cívico-Militar André Avelino, no CPA 1, em Cuiabá.

A investigação foi instaurada em 4 de setembro, pelo promotor Miguel Slhessarenko Junior, da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação da Capital, após denúncia encaminhada pelo Disque 100 e registrada na Ouvidoria do MP-MT.

Conforme informações preliminares, militares que atuam na unidade teriam adotado condutas inadequadas com alunas, incluindo supostas entradas em banheiros femininos para observar estudantes. Também foi relatado um episódio em que um militar teria revistado uma adolescente dentro do banheiro.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), segundo o procedimento, informou ao MP sobre relatos anteriores de assédio e recomendou que a escola reforçasse medidas preventivas, ações educativas e orientações aos servidores cívico-militares sobre os limites de atuação.

O Ministério Público apontou ainda falhas administrativas, como a ausência de capacitação específica e contínua, falta de protocolo formal para abordagens e situações excepcionais em banheiros e inexistência de uma servidora militar mulher destinada à abordagem de alunas.

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A Seduc foi notificada para apresentar, em 15 dias, documentos sobre as medidas adotadas, incluindo a previsão para disponibilização de uma militar mulher, capacitações, protocolos de segurança e eventuais novas denúncias.

O promotor também determinou a realização de uma audiência extrajudicial com representantes da escola e da Seduc-MT para tratar das providências necessárias.

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POLÍCIA

Associação cobra promoções ao posto de coronel na PM de Mato Grosso

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A Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (ASSOF PM/BM-MT) divulgou nota cobrando a efetivação das promoções por merecimento ao posto de coronel da Polícia Militar de Mato Grosso. Segundo a entidade, existem pelo menos duas vagas abertas e os procedimentos sob responsabilidade da corporação já foram concluídos.

De acordo com a associação, os tenentes-coronéis habilitados atenderam aos requisitos previstos em lei, foram avaliados pela Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) e tiveram os nomes encaminhados à autoridade competente. A entidade ressaltou que não questiona a prerrogativa do governador de escolher os oficiais que serão promovidos, mas defende que essa competência seja exercida dentro das regras estabelecidas pela legislação.

Na nota, a ASSOF afirma que a ausência das promoções gera insegurança na carreira dos militares e pode comprometer a previsibilidade do sistema de ascensão profissional. A entidade informou ainda que acompanha a situação e poderá adotar medidas institucionais e jurídicas para defender as prerrogativas dos oficiais.

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