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NA MIRA

Foragido, coronel da PMDF acumulou R$ 847,9 mil em salários por 3 anos

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O coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues acumulou cerca de R$ 847,9 mil em remunerações líquidas após ser condenado definitivamente a 54 anos de prisão por crimes relacionados à cobrança de propina. Os pagamentos foram mantidos mesmo durante o período em que ele era considerado foragido da Justiça.

Dados do Portal da Transparência do Distrito Federal mostram que, desde a condenação, em fevereiro de 2023, o militar continuou recebendo vencimentos mensais custeados pelos cofres públicos.

Somente em 2026, até o mês de junho, o coronel recebeu aproximadamente R$ 150 mil líquidos, com remuneração mensal em torno de R$ 25 mil. Em um dos meses, o valor foi acrescido por pagamentos eventuais, como férias e outras verbas, elevando o total recebido.

Em 2025, os repasses chegaram a cerca de R$ 283 mil. Ao longo do ano, além do salário regular, o militar recebeu valores adicionais referentes ao 13º salário, férias e gratificação natalina, fazendo com que alguns pagamentos superassem R$ 40 mil em determinados meses.

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No ano anterior, os vencimentos somaram aproximadamente R$ 246 mil. Já em 2023, período em que a condenação transitou em julgado, os pagamentos ultrapassaram R$ 153 mil.

Aposentadoria milionária

Os registros também apontam que, ao passar para a reserva remunerada, em 2018, Francisco Eronildo recebeu cerca de R$ 539 mil em uma única folha de pagamento.

O montante incluiu indenizações por férias não usufruídas, licenças especiais convertidas em dinheiro e ajuda de custo prevista na legislação.

PM aguarda decisão judicial

Questionada sobre a manutenção dos pagamentos ao oficial condenado, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que aguarda uma decisão definitiva do Tribunal de Justiça para adotar as medidas administrativas cabíveis em relação ao caso.

Prisão

A condição de foragido terminou na manhã de segunda-feira (3), quando Francisco Eronildo foi localizado por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas de Goiás, em uma propriedade rural situada na divisa entre os municípios de Girassol e Águas Lindas.

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Durante a abordagem, os policiais apreenderam um revólver e duas espingardas modificadas, equipadas com acessórios como lunetas de longo alcance e silenciadores.

O coronel reformado foi encaminhado à Polícia Civil para os procedimentos legais e, posteriormente, transferido ao sistema prisional.

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Advogada é presa e empresário foge para Dubai em investigação de fraude milionária em Goiás

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A advogada Jéssika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, foi presa durante uma operação que investiga um suposto esquema de fraude envolvendo a invasão dos sistemas da Zema Financeira, empresa ligada à família do ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo). A investigação se estende por Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Jéssika é companheira do empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, proprietário da fintech Naskar Gestão de Ativos. Ele é considerado um dos principais investigados no caso e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. Segundo as investigações, Douglas deixou o Brasil antes do cumprimento da ordem judicial e viajou para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde permanece foragido.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por invadir os sistemas da Zema Financeira utilizando credenciais comprometidas. A partir desse acesso, os investigados teriam realizado transferências bancárias via Pix, provocando um prejuízo estimado em R$ 75 milhões, dos quais aproximadamente R$ 60 milhões teriam sido desviados.

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Além do suposto ataque cibernético, a investigação aponta que a Naskar Gestão de Ativos captava recursos de investidores com a promessa de rendimentos acima da média do mercado. Posteriormente, a empresa passou a enfrentar dificuldades financeiras, interrompendo os pagamentos e impedindo clientes de resgatar os valores investidos.

Segundo os investigadores, Jéssika passou a ser alvo da apuração por sua ligação com Douglas Azara e pela suspeita de ter colaborado com a estrutura financeira utilizada pelo grupo. A polícia apura movimentações consideradas relevantes, além da possível utilização de contas bancárias, empresas registradas em seu nome e outros ativos para ocultação e circulação dos recursos investigados.

As diligências também incluíram a análise de um imóvel onde o casal residia, em um condomínio fechado na cidade de Anápolis (GO). Conforme a investigação, registros digitais e outros elementos técnicos podem auxiliar na identificação da participação de cada envolvido.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que não foi comunicada previamente sobre a operação policial realizada em Anápolis, conforme previsto na legislação.

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Prejuízo pode chegar a R$ 900 milhões

As investigações indicam que cerca de três mil investidores em diferentes estados podem ter sido prejudicados pelo suposto esquema financeiro envolvendo a Naskar Gestão de Ativos. A estimativa é de que o prejuízo total alcance R$ 900 milhões, enquanto as autoridades não descartam que o impacto financeiro possa chegar a R$ 1 bilhão.

Além das investigações criminais, diversas medidas judiciais foram adotadas para bloquear bens e valores dos investigados e de empresas ligadas ao grupo. Em Goiás, pelo menos 15 ações judiciais relacionadas ao caso tramitam desde maio deste ano.

A investigação segue em andamento com apoio das polícias civis dos estados envolvidos. Até o momento, a defesa dos investigados não havia se manifestado sobre as acusações.

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