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TRAGÉDIA

Vídeo mostra menino de três anos se recusando a ir para casa do pai antes de morrer: ‘Ele me bate’

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POLÍCIA

Um vídeo gravado dias antes da morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, passou a integrar as investigações conduzidas pela Polícia Civil. Nas imagens, registradas no último fim de semana, o menino aparece chorando ao afirmar que não queria ir para a casa do pai.

Durante a conversa, a mãe pergunta o motivo da recusa, e a criança responde que não gostava de ir porque, segundo ela, era agredida pelo pai.

Gustavo foi encontrado sem vida na segunda-feira (3), em Palmas (TO). A Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte e investiga a possível participação do pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza.

De acordo com o laudo preliminar, a causa da morte pode ter sido uma hemorragia interna. O resultado definitivo dos exames periciais ainda é aguardado.

Segundo as investigações, o próprio pai procurou a polícia para comunicar a morte do filho, relatando que a criança teria se afogado na piscina da residência.

Em nota, a defesa de Igor Gustavo Veloso de Souza informou que ele retirou o menino da água, realizou os primeiros socorros e, acreditando que a situação estava controlada, colocou a criança para descansar. Conforme a versão apresentada, somente na manhã seguinte ele percebeu que o filho já não apresentava sinais vitais.

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Os pais de Gustavo eram separados e mantinham disputas judiciais relacionadas à guarda e ao pagamento de pensão alimentícia. De acordo com os advogados da mãe, ela não impedia a convivência entre pai e filho para evitar que pudesse ser acusada de alienação parental.

A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer a causa da morte e eventual responsabilidade criminal.

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POLÍCIA

Mulher apontada como pivô da morte de cabo da PM ainda não foi localizada pela polícia

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A mulher apontada pela Polícia Civil como o possível motivo do assassinato do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 31 anos, ainda não foi localizada para prestar depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela é apontada pela investigação como a companheira de Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, preso em flagrante após executar o policial durante uma aula de artes marciais em Várzea Grande.

De acordo com o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, a mulher será ouvida no decorrer do inquérito. Segundo as investigações, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima há aproximadamente dois anos, fato que, até o momento, é apontado como a principal motivação do crime.

“Ela ainda não foi localizada, mas será ouvida durante a fase do inquérito”, afirmou o delegado durante entrevista coletiva.

Conforme a Polícia Civil, Jonathan invadiu o local onde Renato ministrava aulas em um projeto social no bairro Cristo Rei, na noite de terça-feira (4), e efetuou cerca de dez disparos de revólver. Seis tiros atingiram o policial, principalmente na região do tronco. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei.

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Durante o interrogatório, o autor permaneceu em silêncio e não apresentou versão sobre o homicídio.

As investigações apontam que Jonathan já demonstrava insatisfação com o suposto relacionamento entre sua esposa e o policial. Em março deste ano, ele registrou um boletim de ocorrência relatando a situação e afirmando que pretendia se resguardar. Dias antes do crime, também procurou a esposa da vítima para informar sobre a suposta traição.

Segundo o delegado, testemunhas confirmaram que o relacionamento entre a mulher e o policial existia havia cerca de dois anos e que Jonathan chegou a procurar Renato anteriormente. A Polícia Civil informou que, até o momento, não foram encontrados antecedentes criminais em nome de Jonathan.

“Foi feita uma pesquisa preliminar e não foi localizada nenhuma passagem criminal envolvendo o Jonathan”, disse Rogério Borges.

O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, inicialmente pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Outras qualificadoras ainda poderão ser incluídas durante o andamento do inquérito.

O delegado também revelou que uma das pessoas que ajudou a imobilizar Jonathan acabou ferida durante a ação.

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Além do revólver utilizado na execução, o autor também portava uma faca. Ao ser desarmado por pessoas que estavam no local, uma delas sofreu ferimentos leves.

“Foi uma das pessoas que interveio para desarmar o suspeito e ficou levemente lesionada, porque ele também portava uma faca, além da arma de fogo”, explicou o delegado.

A arma utilizada no crime será submetida à perícia e passará por exame de confronto balístico. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e realizando diligências para esclarecer completamente a dinâmica da execução e concluir o inquérito.

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