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RODOVIAS PRIVATIZADAS

STJ restabelece suspensão de contrato rodoviário de R$ 2,6 bilhões em MT

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta segunda-feira (28) o restabelecimento de uma decisão cautelar do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) que suspendeu a execução de um contrato de concessão rodoviária avaliado em R$ 2,6 bilhões.

A medida envolve o Contrato de Concessão nº 006/2025, referente ao Lote 1 do Programa de Concessões Rodoviárias de Mato Grosso. A suspensão havia sido determinada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, diante da necessidade de investigar possíveis irregularidades no processo licitatório.

Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a decisão do TCE e autorizou a continuidade da execução do contrato. O Tribunal de Contas recorreu ao STJ.

O pedido foi analisado pelo presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, que suspendeu os efeitos da decisão do TJMT e voltou a dar validade à cautelar adotada pelo TCE-MT.

A investigação está relacionada a mudanças identificadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) em outro lote do mesmo programa de concessões. Segundo o TCE, regras do edital teriam sido alteradas por meio de um Caderno de Respostas, sem que o edital fosse republicado e o prazo para os interessados fosse reaberto.

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Diante da situação, o Tribunal de Contas decidiu suspender preventivamente o contrato do Lote 1 para verificar se alterações semelhantes também ocorreram naquele processo.

A decisão do TCE tem caráter cautelar e não representa, neste momento, a anulação definitiva do contrato.

Na avaliação do ministro Salomão, a manutenção da suspensão é necessária para preservar a efetividade da fiscalização. Segundo ele, a continuidade de um contrato de longa duração e de alto valor poderia gerar consequências administrativas e econômicas difíceis de reverter caso fossem constatadas irregularidades posteriormente.

O presidente do STJ também destacou a possibilidade de os tribunais de contas adotarem medidas cautelares para garantir a efetividade do controle externo.

Com a decisão, volta a vigorar a determinação do TCE-MT que suspende a execução do contrato, dentro dos limites e do período estabelecidos originalmente pelo órgão de controle.

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Tocantins é alvo de operação que investiga fraude bancária de R$ 500 mil

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O Tocantins está entre os estados onde foram cumpridas medidas judiciais da Operação Firewall, deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Polícia Civil do Pará. A investigação apura um esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro que teria provocado um prejuízo estimado em R$ 500 mil.

Além do Tocantins, a operação ocorreu no Pará, Bahia, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Ao todo, a Justiça autorizou 15 prisões preventivas, além de mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores até o limite do dano investigado.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam técnicas de engenharia social para obter dados e credenciais bancárias das vítimas. A investigação aponta que o grupo teria conseguido acessar informações de uma empresa do setor de telecomunicações.

Com os dados obtidos, os investigados teriam realizado transferências bancárias sem autorização, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil.

A ação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além da participação de equipes de segurança pública dos estados envolvidos.

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Outras operações

A investigação conduzida no Pará faz parte de uma série de ações realizadas com suporte do Ciberlab nesta quinta-feira.

No Ceará, uma operação apurou suspeitas de golpes em que criminosos utilizavam falsas audiências judiciais para convencer vítimas a fazer transferências bancárias.

Já no Rio Grande do Sul, a Operação Lance Cego investigou um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de falsos leilões de veículos divulgados pela internet.

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