VIOLÊNCIA POLÍTICA
Jornalista e candidata a governadora é assassinada a tiros durante campanha
MUNDO
A jornalista e candidata ao governo regional de Áncash, no Peru, Susy Isabel Aponte Polo, de 43 anos, foi assassinada a tiros neste sábado (19), durante um ato de campanha no distrito de Caraz, na província de Huaylas. O ataque também deixou cinco apoiadores feridos.
Conhecida como “La China Polo”, Susy concorria pelo partido Socios por Áncash e participava de uma atividade eleitoral na Avenida Ramón Castilla, nas proximidades do mercado municipal. A candidata e sua equipe distribuíam material de campanha quando foram surpreendidas por um homem armado, que efetuou vários disparos.
A candidata foi atingida e não resistiu aos ferimentos. Os demais integrantes da comitiva baleados foram encaminhados ao Hospital San Juan de Dios, em Caraz, onde receberam atendimento médico.
Após o ataque, forças de segurança realizaram buscas na região e prenderam um homem de 32 anos, identificado como Luis Obispo Díaz. Segundo as informações divulgadas, ele é de nacionalidade venezuelana e estava com uma pistola no momento da abordagem.
A polícia ainda investiga a motivação e as circunstâncias do assassinato. Até o momento, não há confirmação sobre quem teria ordenado o ataque ou sobre uma eventual relação entre o crime e a atividade política ou jornalística da vítima.
Além da carreira política, Susy Aponte mantinha o portal de notícias “China Polo Dominical”, por meio do qual divulgava denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção envolvendo órgãos públicos e forças de segurança.
Segundo a CNN Brasil e a AFP, a jornalista havia relatado recentemente ter recebido ameaças contra a própria vida. O Conselho da Imprensa Peruana pediu que as circunstâncias do assassinato sejam esclarecidas.
O Júri Nacional de Eleições do Peru também condenou o assassinato e pediu às autoridades uma investigação completa e rápida para esclarecer o crime e identificar os responsáveis.
MUNDO
Trump critica Brasil por atuação contra PCC e CV
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a atuação do Brasil contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em documento enviado ao Congresso americano nesta semana.
Segundo Trump, as duas organizações criminosas representam uma ameaça crescente à segurança internacional e o governo brasileiro deveria adotar medidas mais firmes para combatê-las. O documento também afirma que as facções ampliaram o papel do Brasil nas rotas globais de cocaína.
Em maio, os Estados Unidos haviam incluído PCC e CV na categoria de organizações terroristas, medida que passou a vigorar em junho e ampliou as possibilidades de sanções contra integrantes e entidades associadas aos grupos.
O governo brasileiro contestou a classificação e defendeu que o combate às facções seja conduzido pelas autoridades nacionais, com cooperação internacional e respeito à soberania brasileira.
Apesar das críticas, o Brasil não foi incluído na relação de países apontados formalmente pelos EUA como grandes produtores ou principais rotas de drogas ilícitas, nem na lista de governos considerados como tendo falhado de forma demonstrável no cumprimento de compromissos internacionais antidrogas.
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