REPRESSÃO
PF apreende R$ 2 milhões logo após saque em agência de Porto Velho
POLÍCIA
A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta segunda-feira (3/8), R$ 2 milhões em dinheiro vivo durante uma ação de repressão à lavagem de dinheiro em Porto Velho (RO).
Veja:
Segundo a PF, após trabalho de inteligência policial, equipes abordaram um veículo, no interior do qual foi localizada a quantia de R$ 2 milhões, valor que havia acabado de ser sacado em uma agência bancária da cidade.
Ainda de acordo com a corporação, o condutor do veículo era escoltado por seguranças armados, que fugiram no momento da abordagem, mas foram localizados posteriormente.
De acordo com as investigações, os valores eram sistematicamente sacados em Porto Velho, sob justificativa de pagamento a fornecedor para obra em outro município, incompatível com o local de retirada dos recursos, distante da obra alegada.
A fiscalização contou com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU). Duas pessoas foram conduzidas à sede da PF em Porto Velho. Além do dinheiro, três veículos foram apreendidos.
Os investigados poderão responder pelo crime de lavagem de capitais, além de outros a serem apurados no curso das investigações.
POLÍCIA
Mulher apontada como pivô da morte de cabo da PM ainda não foi localizada pela polícia
A mulher apontada pela Polícia Civil como o possível motivo do assassinato do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 31 anos, ainda não foi localizada para prestar depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela é apontada pela investigação como a companheira de Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, preso em flagrante após executar o policial durante uma aula de artes marciais em Várzea Grande.
De acordo com o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, a mulher será ouvida no decorrer do inquérito. Segundo as investigações, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima há aproximadamente dois anos, fato que, até o momento, é apontado como a principal motivação do crime.
“Ela ainda não foi localizada, mas será ouvida durante a fase do inquérito”, afirmou o delegado durante entrevista coletiva.
Conforme a Polícia Civil, Jonathan invadiu o local onde Renato ministrava aulas em um projeto social no bairro Cristo Rei, na noite de terça-feira (4), e efetuou cerca de dez disparos de revólver. Seis tiros atingiram o policial, principalmente na região do tronco. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei.
Durante o interrogatório, o autor permaneceu em silêncio e não apresentou versão sobre o homicídio.
As investigações apontam que Jonathan já demonstrava insatisfação com o suposto relacionamento entre sua esposa e o policial. Em março deste ano, ele registrou um boletim de ocorrência relatando a situação e afirmando que pretendia se resguardar. Dias antes do crime, também procurou a esposa da vítima para informar sobre a suposta traição.
Segundo o delegado, testemunhas confirmaram que o relacionamento entre a mulher e o policial existia havia cerca de dois anos e que Jonathan chegou a procurar Renato anteriormente. A Polícia Civil informou que, até o momento, não foram encontrados antecedentes criminais em nome de Jonathan.
“Foi feita uma pesquisa preliminar e não foi localizada nenhuma passagem criminal envolvendo o Jonathan”, disse Rogério Borges.
O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, inicialmente pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Outras qualificadoras ainda poderão ser incluídas durante o andamento do inquérito.
O delegado também revelou que uma das pessoas que ajudou a imobilizar Jonathan acabou ferida durante a ação.
Além do revólver utilizado na execução, o autor também portava uma faca. Ao ser desarmado por pessoas que estavam no local, uma delas sofreu ferimentos leves.
“Foi uma das pessoas que interveio para desarmar o suspeito e ficou levemente lesionada, porque ele também portava uma faca, além da arma de fogo”, explicou o delegado.
A arma utilizada no crime será submetida à perícia e passará por exame de confronto balístico. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e realizando diligências para esclarecer completamente a dinâmica da execução e concluir o inquérito.
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