AÇÃO DO DENARC
Servidora do gabinete de Janaina Riva é exonerada após ser presa por ligação com tráfico de drogas
POLÍCIA
Uma servidora vinculada ao gabinete da deputada estadual Janaina Riva (MDB) foi exonerada nesta sexta-feira (12) após ser presa pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), durante uma investigação relacionada ao tráfico de drogas.
Conforme o mandado, a prisão preventiva de Márcia de Souza Santos foi cumprida na quinta-feira (11), em Cuiabá, por determinação da 5ª Vara Criminal de Sinop. O mandado está vinculado a um inquérito que apura suposta participação da investigada em crimes previstos na Lei de Drogas.
Após a detenção, Márcia foi encaminhada para a Gerência de Custódia e Escolta Metropolitana, onde permaneceu à disposição da Justiça. Também foi determinado exame de corpo de delito e realizada audiência de custódia.
Em nota, o gabinete da deputada Janaina Riva informou que a servidora foi desligada assim que a equipe tomou conhecimento da prisão.
“Ela foi exonerada no momento em que tomamos conhecimento”, informou o gabinete da parlamentar. A informação consta no Diário Oficial nesta sexta-feira (12). Os detalhes da investigação, as provas reunidas e os fundamentos completos da acusação constam em outro processo que tramita em segredo de Justiça.
Até o momento, a defesa da investigada não se manifestou publicamente sobre o caso.
POLÍCIA
Trio é condenado por homicídio de mulher trans dentro de penitenciária em VG
O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (10), todos os denunciados pelo homicídio de Thiago Henrique Varconti, que adotava o nome social Gabriela Varconti. O crime foi praticado no interior do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em 22 de julho de 2024, e ganhou repercussão pela extrema violência empregada contra a vítima.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público, reconhecendo a responsabilidade criminal de todos os acusados e rejeitando todas as teses defensivas.
Dionei Cristian da Silva foi condenado por homicídio triplamente qualificado e fraude processual, à pena de 24 anos e 6 meses de reclusão, além de oito meses de detenção. Os demais réus, Vagner Raimundo Francisco dos Santos Queiroz e Jimmy Stanley Moraes de Oliveira, foram condenados por homicídio triplamente qualificado, cada um à pena de 24 anos e seis meses de reclusão.
O veredicto confirmou a acusação de que o crime foi praticado em circunstâncias de elevada gravidade, com o reconhecimento de todas as qualificadoras submetidas à apreciação dos jurados.
A decisão encerra um dos casos de maior repercussão do sistema prisional mato-grossense nos últimos anos e reafirma o papel constitucional do Tribunal do Júri na tutela da vida humana.
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