ADMINISTRAÇÃO
Aluguel de prédio público acumula quase um ano de atraso e amplia pressão sobre gestão Flávia Moretti em VG
POLÍTICA MT
A Prefeitura de Várzea Grande volta a ser alvo de questionamentos em meio a uma situação envolvendo um imóvel público que, mesmo após ter sido atingido recentemente por um incêndio e ficar sem condições de uso, segue gerando impasses administrativos.
O principal ponto de crítica envolve o contrato de aluguel do prédio, cujo pagamento estaria em atraso há quase um ano, segundo informações que circulam entre setores da administração e relatos de moradores.
A pendência financeira levanta dúvidas sobre a condução dos contratos e a gestão dos recursos públicos, especialmente em um cenário de dificuldades administrativas enfrentadas pelo município.
Moradores e lideranças locais cobram explicações sobre a manutenção do vínculo contratual e sobre as medidas adotadas pela prefeitura para regularizar a situação do imóvel.
Para parte dos críticos da gestão, o caso evidencia problemas recorrentes de planejamento e de organização administrativa, que acabam refletindo diretamente na eficiência da máquina pública e na capacidade de resposta do poder público às demandas da cidade.
Nos bastidores políticos, o episódio é tratado como mais um fator de desgaste para a prefeita Flávia Moretti, que enfrenta cobranças crescentes por soluções em áreas consideradas prioritárias.
Nas ruas de Várzea Grande, o clima é de insatisfação. Segundo moradores, a prefeita estaria “mais perdida que carro que só pega no tranco”, expressão usada para demonstrar a percepção de falta de direção na gestão diante de problemas acumulados.
A situação do prédio, somada ao atraso no pagamento do aluguel, passou a ser vista por parte da população como símbolo das dificuldades enfrentadas pela administração municipal em transformar promessas em resultados concretos, aumentando a cobrança por maior eficiência e transparência.
Com o impasse ainda sem solução, cresce a pressão para que a Prefeitura de Várzea Grande apresente esclarecimentos oficiais e adote medidas para normalizar a situação contratual e evitar novos prejuízos administrativos.
Até quando os moradores irão conviver com tantos problemas na cidade, enquanto a prefeita segue, segundo críticos, com discursos que não se traduzem em soluções práticas — o que parte da população classifica como um “discurso de Zé ninguém”, em meio à crescente cobrança por resultados e respostas efetivas da gestão municipal.
POLÍTICA MT
ALMT derruba veto que taxa APAEs, limpa pauta de vetos e recebe projeto para construção de 60 mil casas populares
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (24), uma sessão marcada pela derrubada do Veto 32/2026, aposto a Mensagem 65/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Mato Grosso, e pela limpeza da pauta de vetos do Poder Executivo. Ao todo, os deputados analisaram 36 vetos garantindo maior celeridade à tramitação das matérias.
Ao defender a derrubada do veto, o deputado Dr. João (MDB) destacou o relevante trabalho desenvolvido pelas Apaes no estado.
“As Apaes realizam um trabalho social, educacional e de reabilitação extraordinário. São 72 unidades espalhadas por Mato Grosso, acolhendo milhares de famílias e promovendo cidadania. É uma instituição que merece todo o nosso apoio”, afirmou.
Para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, a sessão representa o compromisso do Parlamento em garantir celeridade à votação das matérias.
“Foi uma sessão extremamente produtiva. Conseguimos avançar na limpeza da pauta de vetos, o que dá mais agilidade aos trabalhos da Assembleia e permite que matérias importantes para Mato Grosso tenham a tramitação adequada. O Parlamento está cumprindo seu papel de debater, votar e deliberar temas essenciais para a população mato-grossense”, destacou Max Russi.
Ainda durante a sessão, os deputados receberam hoje das mãos do governador Otaviano Pivetta, o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.
Outro veto amplamente debatido pelos parlamentares foi o Veto Parcial 20/2026, relacionado à Defensoria Pública. Apesar da mobilização de deputados favoráveis à derrubada, o veto acabou sendo mantido. Esse é o Veto parcial aposto ao Projeto de Lei 1576/2025, que estima a receita e fixa a despesa de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2026.
O deputado Wilson Santos ressaltou a importância da instituição para a população mais vulnerável.
“A Defensoria Pública atende justamente aqueles que mais precisam que é o trabalhador humilde, a pessoa em situação de vulnerabilidade social. Não podemos permitir o enfraquecimento de uma instituição tão essencial”, argumentou Wilson Santos.
Dentre os vetos mantidos pelos deputados estão os de números 114/2025, 118/2025, 2/2026, 21/2026, 22/2026, 23/2026, 24/2026, 25/2026 e 26/2026.
Os parlamentares também aprovaram a dispensa de pauta e votaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 45/2026, que altera as Leis Complementares nº 555/2014 e nº 720/2022 para dispor sobre a idade limite de permanência dos militares estaduais na reserva remunerada.
Fonte: ALMT – MT
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