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PÃO E CIRCO NA MIRA

Farra dos shows vira caso de polícia e seis empresas são barradas em MT

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POLÍTICA MT

A política do pão e circo entrou na mira da Polícia Civil em Mato Grosso. A Operação Bid Rigging, deflagrada nessa terça-feira (18), investiga um suposto esquema de fraudes em contratações de shows, eventos, palcos, equipamentos de som e iluminação, geradores e outros serviços.

A investigação aponta indícios de empresas de fachada, licitações direcionadas, dispensas indevidas, fracionamento de despesas, possível sobrepreço, falsidade ideológica e ocultação patrimonial.

Os contratos analisados foram identificados em pelo menos dez municípios: Ribeirão Cascalheira, Novo Santo Antônio, Luciara, Porto Alegre do Norte, Tesouro, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista, Canabrava do Norte e Santa Cruz do Xingu.

A Justiça autorizou buscas em sete endereços, sendo quatro em Ribeirão Cascalheira, dois em Luciara e um em Novo Santo Antônio.

Além das buscas, seis inscrições empresariais vinculadas ao núcleo investigado e seus respectivos representantes foram impedidos de contratar direta ou indiretamente com o Poder Público e de participar de licitações. A Polícia Civil não divulgou os nomes das empresas atingidas.

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Somente em Luciara, a C.S. Empreendimentos recebeu aproximadamente R$ 2,38 milhões da prefeitura durante 2025. O valor representa o total pago à empresa e ainda não pode ser tratado como prejuízo aos cofres públicos.

Enquanto prefeituras torram milhões com festas e apresentações, a investigação agora tenta descobrir quanto desse dinheiro realmente pagou pelo espetáculo e quanto pode ter alimentado um esquema montado em torno da farra dos eventos públicos.

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CPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (19), a oitiva de quatro empresários convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação DE possíveis irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025. Ao longo da reunião, foram feitas 261 perguntas aos depoentes, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prestaram depoimento Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os demais acompanharam a sessão de forma virtual, todos acompanhados de seus respectivos advogados.

Os questionamentos apresentados pelos integrantes da CPI abordaram diferentes aspectos dos fatos investigados, entre eles contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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Durante a oitiva, também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.

O procurador da ALMT Francisco de Brito explicou que os convocados tiveram assegurados o acesso aos autos, o acompanhamento por advogados e o direito constitucional de permanecer em silêncio. Segundo ele, o exercício desse direito não impede o prosseguimento dos trabalhos da CPI, que dispõe de outros instrumentos para produção de provas, como requisição de documentos, pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal e solicitação de informações e auditorias a órgãos de controle.

Nova etapa – A próxima reunião da CPI da Saúde está marcada para quarta-feira (26), às 14h, quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de estado de Saúde Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes.

Conforme informado durante a reunião, a comissão iniciou as oitivas com técnicos da Controladoria Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, ouviu empresários relacionados aos fatos investigados.

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A expectativa é que, após a próxima rodada de depoimentos, a comissão avance para a elaboração de um relatório parcial sobre os elementos já analisados, sem prejuízo da inclusão de novos documentos e informações que possam contribuir para a investigação.

Fonte: ALMT – MT

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