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TCE VÊ RISCO

Licitação de quase R$ 6 milhões é suspensa por possível manobra para excluir concorrentes

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POLÍTICA MT

Uma licitação de quase R$ 6 milhões para a construção de uma creche em Marcelândia foi freada pelo Tribunal de Contas do Estado após indícios de que o edital teria sido moldado para restringir a concorrência. A decisão partiu do conselheiro Antonio Joaquim, que mandou suspender imediatamente o certame conduzido pela prefeitura, administrada por Celso Luiz Padovani (União).

O contrato previa a construção de um Centro de Educação Infantil no Setor Industrial do município, a cerca de 641 quilômetros de Cuiabá. No entanto, o processo passou a ser questionado depois que empresas excluídas denunciaram que a prefeitura impôs, de forma irregular, a obrigação de vistoria presencial no local da obra como condição para habilitação.

Uma das participantes relatou que foi inabilitada mesmo tendo apresentado declaração formal de conhecimento das condições do terreno, modalidade expressamente admitida pela legislação. Segundo a representação protocolada no TCE, o próprio edital trazia informações ambíguas ao prever tanto a visita técnica quanto a declaração, o que teria levado a empresa a optar pelo segundo caminho.

A denúncia ganhou ainda mais peso quando se constatou que não apenas a autora da representação, mas também outra concorrente, foram desclassificadas pelo mesmo motivo — embora ambas tivessem apresentado propostas mais baratas do que a empresa declarada vencedora.

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Na decisão publicada na sexta-feira (23), Antonio Joaquim destacou que uma das propostas excluídas era R$ 1,5 milhão inferior à vencedora, o que, em tese, poderia representar prejuízo direto aos cofres públicos. Para o conselheiro, a prefeitura restringiu indevidamente o caráter competitivo da licitação ao ignorar a alternativa legal da declaração substitutiva à visita in loco.

Diante disso, o TCE determinou que o município retome o procedimento desde a fase de habilitação, desta vez sem impor a exigência de comparecimento físico ao local da futura creche, permitindo a participação plena das empresas interessadas.

A medida suspende temporariamente o avanço do projeto até que as falhas apontadas sejam corrigidas.

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POLÍTICA MT

ALMT derruba veto que taxa APAEs, limpa pauta de vetos e recebe projeto para construção de 60 mil casas populares

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (24), uma sessão marcada pela derrubada do Veto 32/2026, aposto a Mensagem 65/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Mato Grosso, e pela limpeza da pauta de vetos do Poder Executivo. Ao todo, os deputados analisaram 36 vetos garantindo maior celeridade à tramitação das matérias.

Ao defender a derrubada do veto, o deputado Dr. João (MDB) destacou o relevante trabalho desenvolvido pelas Apaes no estado.

“As Apaes realizam um trabalho social, educacional e de reabilitação extraordinário. São 72 unidades espalhadas por Mato Grosso, acolhendo milhares de famílias e promovendo cidadania. É uma instituição que merece todo o nosso apoio”, afirmou.

Para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, a sessão representa o compromisso do Parlamento em garantir celeridade à votação das matérias.

“Foi uma sessão extremamente produtiva. Conseguimos avançar na limpeza da pauta de vetos, o que dá mais agilidade aos trabalhos da Assembleia e permite que matérias importantes para Mato Grosso tenham a tramitação adequada. O Parlamento está cumprindo seu papel de debater, votar e deliberar temas essenciais para a população mato-grossense”, destacou Max Russi.

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Ainda durante a sessão, os deputados receberam hoje das mãos do governador Otaviano Pivetta, o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.

Outro veto amplamente debatido pelos parlamentares foi o Veto Parcial 20/2026, relacionado à Defensoria Pública. Apesar da mobilização de deputados favoráveis à derrubada, o veto acabou sendo mantido. Esse é o Veto parcial aposto ao Projeto de Lei 1576/2025, que estima a receita e fixa a despesa de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2026.

O deputado Wilson Santos ressaltou a importância da instituição para a população mais vulnerável.

“A Defensoria Pública atende justamente aqueles que mais precisam que é o trabalhador humilde, a pessoa em situação de vulnerabilidade social. Não podemos permitir o enfraquecimento de uma instituição tão essencial”, argumentou Wilson Santos.

Dentre os vetos mantidos pelos deputados estão os de números 114/2025, 118/2025, 2/2026, 21/2026, 22/2026, 23/2026, 24/2026, 25/2026 e 26/2026.

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Os parlamentares também aprovaram a dispensa de pauta e votaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 45/2026, que altera as Leis Complementares nº 555/2014 e nº 720/2022 para dispor sobre a idade limite de permanência dos militares estaduais na reserva remunerada.

Fonte: ALMT – MT

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