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Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia

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O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.

A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.

A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.

“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.

Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.

“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.

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Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.

Fonte: ALMT – MT

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Polícia Civil apura possível escuta clandestina em gabinete da prefeita de VG

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), procurou a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Civil de Mato Grosso, após identificar indícios de possível escuta ilegal em seu gabinete, localizado no Paço Municipal.

A denúncia surgiu após uma inspeção realizada no dia 19 de março deste ano, quando técnicos encontraram estruturas consideradas suspeitas no ambiente. Os materiais foram recolhidos e encaminhados para análise pericial.

O caso ganhou repercussão nesta quinta-feira (15), após a divulgação de áudios atribuídos à prefeita nas redes sociais. Flávia Moretti, no entanto, nega ser a autora das gravações.

Durante a vistoria, realizada na presença da chefe de gabinete, Ana Helena Paroli, foram identificadas irregularidades em três tomadas instaladas no local. Os pontos, que teoricamente seriam utilizados para campainha, estavam desativados e sem função definida.

Apesar disso, os equipamentos reagiram ao uso de detector portátil, emitindo sinais eletromagnéticos compatíveis com possíveis dispositivos de transmissão ocultos, o que levantou a suspeita de monitoramento clandestino.

Os itens foram isolados e retirados para perícia técnica, que deverá apontar se havia, de fato, captação de áudio ou outro tipo de informação, além de identificar a origem dos equipamentos.

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A Polícia Civil também recomendou a realização de uma varredura completa no gabinete por órgãos especializados, com o objetivo de garantir a segurança institucional e evitar novas ocorrências.

As investigações seguem em andamento e devem esclarecer se houve violação de privacidade e eventual prática criminosa dentro da sede do Executivo municipal.

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