OPERAÇÃO GORJETA
Nova operação reacende rastro de investigações da gestão Emanuel Pinheiro
POLÍTICA MT
A nova ofensiva da polícia em Cuiabá, com a deflagração da Operação Gorjeta nesta terça-feira (27), voltou a colocar sob os holofotes o legado investigativo deixado pela gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). A apuração atual, que tem a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer como suposta vítima, integra uma sequência de procedimentos que atingem atos praticados durante os dois mandatos do ex-gestor.
O inquérito passa a se somar a uma lista já extensa de operações e investigações que nasceram de fatos ocorridos na administração passada, entre elas Contraprova, Déjà Vu e apurações sobre fraudes na dívida ativa municipal — todas ainda em tramitação.
De acordo com a Prefeitura, parte dessas investigações ganhou força a partir de denúncias e auditorias realizadas já na atual gestão, comandada pelo prefeito Abilio Brunini (PL), que assumiu o Palácio Alencastro em 2025.
Emanuel Pinheiro deixou o cargo em dezembro de 2024 após encerrar dois mandatos marcados por mais de 20 operações policiais, muitas delas concentradas na área da Saúde — setor que chegou, inclusive, a sofrer intervenção do Governo do Estado.
Mesmo fora da Prefeitura, o ex-prefeito continua no centro de desdobramentos judiciais e políticos, que mantêm a antiga administração como alvo constante de novas frentes de apuração.
POLÍTICA MT
ALMT derruba veto que taxa APAEs, limpa pauta de vetos e recebe projeto para construção de 60 mil casas populares
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (24), uma sessão marcada pela derrubada do Veto 32/2026, aposto a Mensagem 65/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Mato Grosso, e pela limpeza da pauta de vetos do Poder Executivo. Ao todo, os deputados analisaram 36 vetos garantindo maior celeridade à tramitação das matérias.
Ao defender a derrubada do veto, o deputado Dr. João (MDB) destacou o relevante trabalho desenvolvido pelas Apaes no estado.
“As Apaes realizam um trabalho social, educacional e de reabilitação extraordinário. São 72 unidades espalhadas por Mato Grosso, acolhendo milhares de famílias e promovendo cidadania. É uma instituição que merece todo o nosso apoio”, afirmou.
Para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, a sessão representa o compromisso do Parlamento em garantir celeridade à votação das matérias.
“Foi uma sessão extremamente produtiva. Conseguimos avançar na limpeza da pauta de vetos, o que dá mais agilidade aos trabalhos da Assembleia e permite que matérias importantes para Mato Grosso tenham a tramitação adequada. O Parlamento está cumprindo seu papel de debater, votar e deliberar temas essenciais para a população mato-grossense”, destacou Max Russi.
Ainda durante a sessão, os deputados receberam hoje das mãos do governador Otaviano Pivetta, o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.
Outro veto amplamente debatido pelos parlamentares foi o Veto Parcial 20/2026, relacionado à Defensoria Pública. Apesar da mobilização de deputados favoráveis à derrubada, o veto acabou sendo mantido. Esse é o Veto parcial aposto ao Projeto de Lei 1576/2025, que estima a receita e fixa a despesa de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2026.
O deputado Wilson Santos ressaltou a importância da instituição para a população mais vulnerável.
“A Defensoria Pública atende justamente aqueles que mais precisam que é o trabalhador humilde, a pessoa em situação de vulnerabilidade social. Não podemos permitir o enfraquecimento de uma instituição tão essencial”, argumentou Wilson Santos.
Dentre os vetos mantidos pelos deputados estão os de números 114/2025, 118/2025, 2/2026, 21/2026, 22/2026, 23/2026, 24/2026, 25/2026 e 26/2026.
Os parlamentares também aprovaram a dispensa de pauta e votaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 45/2026, que altera as Leis Complementares nº 555/2014 e nº 720/2022 para dispor sobre a idade limite de permanência dos militares estaduais na reserva remunerada.
Fonte: ALMT – MT
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