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LUÍS KÖHLER

Automedicação: risco invisível

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ARTIGOS

A automedicação é uma prática comum no Brasil, presente na rotina de milhões de pessoas. Diante de sintomas considerados simples, como dor de cabeça, febre ou desconfortos digestivos, muitos recorrem diretamente a medicamentos sem orientação profissional. O que parece uma solução rápida pode trazer consequências graves à saúde.

Dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF) indicam que cerca de 77% dos brasileiros se automedicam. Esse comportamento ajuda a explicar por que os medicamentos lideram as causas de intoxicação no país, à frente de produtos de limpeza e outras substâncias tóxicas.

O problema também tem dimensão global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que metade dos pacientes no mundo utilizam medicamentos de forma incorreta. Um dos reflexos mais preocupantes é o avanço da resistência bacteriana, impulsionada pelo uso indiscriminado de antibióticos — uma ameaça crescente que pode comprometer tratamentos e aumentar a mortalidade nas próximas décadas.

Os riscos da automedicação são diversos. A combinação inadequada de medicamentos pode causar interações perigosas e danos a órgãos como fígado e rins. Além disso, o alívio momentâneo dos sintomas pode mascarar doenças mais graves, atrasando diagnósticos e reduzindo as chances de tratamento eficaz.

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Outro ponto crítico é a dosagem. O uso em quantidade inferior à recomendada pode não surtir efeito, enquanto o excesso aumenta o risco de intoxicação e complicações.

Diante desse cenário, a farmácia deve ser reconhecida como um estabelecimento de saúde. O farmacêutico tem papel essencial na orientação sobre o uso correto dos medicamentos, na prevenção de riscos e na promoção do uso racional.

No Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos (5 de maio), o alerta é direto: evitar a automedicação é um ato de responsabilidade e cuidado com a própria vida.

O conselho é claro: Antes de abrir a caixa do medicamento em casa, consulte um farmacêutico. A orientação profissional é o único caminho seguro para garantir que o medicamento seja um aliado, e não um inimigo da sua saúde.

Luís Köhler é farmacêutico, especialista em Gestão Regulatória e Conselheiro Federal de Farmácia

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Nome Limpo: a reconquista da dignidade no Brasil

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Ao longo de décadas dedicadas ao Direito, sempre defendi que a economia de uma nação não se sustenta sobre números frios, mas sobre a dignidade de sua gente. Durante muito tempo, o Brasil conviveu com um sistema que punia o devedor com uma espécie de “prisão civil” invisível, retirando-lhe o crédito, a paz e, muitas vezes, o prato de comida. Foi para romper essas correntes que articulamos a Lei 14.181/2021, a nossa Lei do Nome Limpo.

A Lei do Superendividamento não nasceu apenas em gabinetes; ela nasceu da observação direta das famílias asfixiadas por juros sobre juros. Ali, plantamos a semente do Mínimo Existencial: a garantia jurídica de que nenhuma dívida pode ser maior do que o direito de viver com dignidade. Hoje, em maio de 2026, vemos essa semente se tornar uma floresta com o impacto do Desenrola 2.0.

Vejamos a cronologia da dignidade: o caminho até aqui. Para entender a força do momento atual, é preciso revisitar os marcos que transformaram o Brasil de um país de endividados em um país de cidadãos reabilitados:

Julho de 2021 | A Fundação: Sancionada a Lei 14.181. Criamos a base legal para a repactuação de dívidas e o dever de crédito responsável. Foi o fim da “era da usura descontrolada” e o início da proteção aos vulneráveis.

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Julho de 2023 | O Primeiro Passo Prático: O lançamento do Desenrola Brasil original. Ali, provamos que o mercado estava pronto para negociar se houvesse mediação e garantia. Milhões deixaram as listas de inadimplência pela primeira vez.

Janeiro de 2026 | A Maturidade do Sistema: Com a consolidação da educação financeira nas escolas e bancos, o crédito brasileiro tornou-se mais transparente. A prevenção, pilar da nossa lei de 2021, tornou-se regra de mercado.

Maio de 2026 | A Expansão Total (Desenrola 2.0): Sob a liderança do Governo Federal e o suporte do Fundo Garantidor (FGO), o programa atinge sua plenitude. Hoje, não falamos apenas de cartões de crédito, mas de reabilitar o produtor rural, o jovem estudante do FIES e o microempreendedor.

O Desenrola 2.0, lançado neste mês, é a aplicação prática máxima do espírito da Lei que defendi em 2021. Ele traz inovações que dialogam diretamente com a justiça social: • Uso Estratégico do FGTS: Permitir que até 20% do saldo do fundo seja usado para quitar dívidas é dar liquidez a quem trabalhou e precisa dessa reserva para recomeçar.

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• A Proteção Contra o Risco: O bloqueio temporário de CPFs em plataformas de apostas (bets) é uma medida corajosa de proteção à renda familiar. O crédito deve servir para o consumo consciente, não para o azar. • A Humanização dos Juros: Com o teto de 1,99% ao mês, o Estado reconhece que a usura é o maior entrave ao desenvolvimento. ⁠

O que assistimos hoje é uma mudança de paradigma. O Brasil aprendeu que “limpar o nome” não é um perdão irresponsável, mas um investimento no futuro. Um cidadão com o nome limpo e as contas em dia volta a consumir, volta a investir e, acima de tudo, volta a sonhar. Minha trajetória sempre foi pautada por uma máxima: o Direito deve servir à vida. Ver a consolidação dessas políticas me dá a certeza de que a luta pela Lei do Nome Limpo valeu a pena. O “sufoco” finalmente encontrou o seu fim através da lei, da política pública e da responsabilidade.

É hora de o brasileiro voltar a respirar.

Euclides Ribeiro Advogado, especialista em Recuperação Judicial e articulador da Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso.

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