VEJA VÍDEO
Mulher tenta provar que R$ 150 rendem no mercado; “só miúdo”
BRASIL
Um vídeo publicado nas redes sociais reacendeu o debate sobre o preço dos alimentos no Brasil e dividiu opiniões entre internautas. Na gravação, uma mulher mostra uma série de produtos que afirma ter comprado por R$ 150 e usa as compras para contestar a ideia de que o consumidor brasileiro estaria sem condições de colocar comida na mesa.
Entre os itens apresentados estão uma bandeja com 30 ovos, bananas, três bandejas de mocotó, charque, fígado bovino, tomate, laranja, pimenta-de-cheiro, manga, couve, macaxeira, alho e ração para os gatos.
Ao apresentar os produtos, a mulher criticou consumidores que, segundo ela, escolhem marcas consideradas mais caras e depois utilizam o valor da compra para sustentar que os brasileiros estariam passando fome ou enfrentando uma grave crise de alimentação.
A comparação, no entanto, provocou reação imediata nas redes sociais. Parte dos internautas questionou a conclusão de que uma compra de R$ 150 seria suficiente para demonstrar que o custo da alimentação não representa um problema para as famílias brasileiras.
Um dos comentários ironizou a quantidade de alimentos exibida no vídeo e afirmou que “uma cebola, dois tomates, uma cabeça de alho, 3 laranjas e uma cartela de ovo dá para comer o mês inteiro”.
Outro internauta criticou a comparação entre quantidade e qualidade da alimentação. “Se você está satisfeita em se alimentar com o que dá, aí já não é problema nosso”, escreveu. Na sequência, afirmou que muitas pessoas trabalham para conseguir comprar alimentos de melhor qualidade e não deveriam se contentar com “tão pouco”.
A publicação também ganhou contornos políticos. Ao comentar os preços dos alimentos, a criadora de conteúdo comparou a situação atual com o período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República. Segundo ela, durante aquele período havia pessoas que enfrentavam dificuldades até para comprar determinados alimentos e recorriam a produtos como ossos e pele de frango.
A mulher também fez críticas ao bolsonarismo e afirmou que, na avaliação dela, o grupo político estaria mais preocupado em favorecer os Estados Unidos do que os interesses dos brasileiros.
O episódio evidencia uma discussão que vai muito além do valor apresentado em uma única compra. O preço da alimentação varia de acordo com a região, estabelecimento, quantidade, qualidade e marcas escolhidas. Para muitas famílias, portanto, uma lista de produtos adquirida por R$ 150 não necessariamente representa o custo de uma alimentação adequada durante um mês.
BRASIL
Dino afasta presidente do TCE-MA e coloca aliado no comando da Corte
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento, por 180 dias, de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Com a decisão, o comando da Corte de Contas passou para Marcelo Tavares da Silva, antigo aliado político de Dino e ex-secretário de seu governo no Maranhão.
A decisão foi tomada de forma monocrática em 17 de agosto. Daniel Brandão, sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também foi afastado das funções de conselheiro do TCE-MA. Segundo o parecer de Dino, ele é suspeito de obstrução da Justiça em uma investigação relacionada ao assassinato de um empresário em São Luís, ocorrido em agosto de 2022.
Com a saída temporária de Daniel, Marcelo Tavares passou a responder pela presidência do tribunal. Tavares tem uma trajetória política ligada a Flávio Dino: foi deputado estadual por quatro mandatos e comandou a Casa Civil do governo maranhense entre janeiro de 2015 e agosto de 2021, durante a gestão de Dino.
Três dias depois de deixar o Executivo estadual, Tavares teve o nome aprovado para integrar o quadro de conselheiros do TCE-MA. A nomeação ocorreu por indicação do Legislativo estadual.
A movimentação ocorre em meio a uma disputa política entre Flávio Dino e o atual governador Carlos Brandão. Os dois foram aliados no passado, mas romperam politicamente e passaram a protagonizar uma disputa pelo controle de espaços estratégicos no Maranhão.
A atuação de Dino no TCE-MA não se limita ao afastamento de Daniel Brandão. Segundo a Revista Oeste, outras duas vagas no tribunal permanecem em aberto por causa de decisões monocráticas do ministro. As indicações envolvem nomes ligados ao grupo político de Carlos Brandão.
A situação coloca o Supremo Tribunal Federal no centro de uma disputa política estadual e amplia o debate sobre o alcance de decisões individuais de ministros da Corte em questões que envolvem instituições de controle e a política local.
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