ELEIÇÕES 2026
Lula amarga 51% de desaprovação, aponta pesquisa BTG/Nexus
BRASIL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário de forte rejeição entre os brasileiros. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31) aponta que 51% dos entrevistados desaprovam o governo federal, enquanto 45% aprovam a gestão petista. O índice de desaprovação avançou dois pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
O resultado ocorre em meio ao avanço da disputa eleitoral de 2026 e coloca a avaliação do governo como um dos principais desafios para Lula na tentativa de conquistar um novo mandato.
A pesquisa também mostra que o cenário eleitoral permanece competitivo. No levantamento divulgado nesta segunda-feira, Lula aparece na liderança das intenções de voto no primeiro turno, mas com vantagem reduzida sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Dependendo do cenário apresentado aos entrevistados, os números variam, mas a disputa entre os dois permanece concentrada na faixa de empate técnico no segundo turno.
Outro destaque da pesquisa é o crescimento do escritor Augusto Cury (Avante). O candidato avançou nove pontos percentuais em relação ao levantamento anterior e chegou a 11% das intenções de voto em um dos cenários, passando a ocupar a terceira colocação.
A avaliação negativa do governo também aparece em outros levantamentos recentes. Pesquisa BTG/Nexus divulgada anteriormente apontou que 42% dos eleitores classificavam a administração Lula como ruim ou péssima, enquanto 34% avaliavam o governo como ótimo ou bom.
Rejeição preocupa
Além da avaliação da gestão, a rejeição ao presidente também representa um obstáculo para a campanha. Levantamento anterior do BTG/Nexus, realizado entre 21 e 23 de agosto, apontava Lula com 49% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro, com 48%. A margem de erro era de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Com a campanha eleitoral avançando, os números indicam que Lula mantém uma base competitiva, mas enfrenta dificuldades para transformar a liderança nas intenções de voto em uma vantagem confortável.
O cenário também demonstra a presença de um eleitorado disposto a considerar alternativas à polarização entre PT e PL. O crescimento de Cury na pesquisa mais recente é um dos sinais dessa movimentação e pode alterar a distribuição dos votos ao longo da campanha.
A pesquisa mais recente do BTG/Nexus ouviu 2.005 eleitores por telefone entre os dias 28 e 30 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026.
BRASIL
Mulher tenta provar que R$ 150 rendem no mercado; “só miúdo”
Um vídeo publicado nas redes sociais reacendeu o debate sobre o preço dos alimentos no Brasil e dividiu opiniões entre internautas. Na gravação, uma mulher mostra uma série de produtos que afirma ter comprado por R$ 150 e usa as compras para contestar a ideia de que o consumidor brasileiro estaria sem condições de colocar comida na mesa.
Entre os itens apresentados estão uma bandeja com 30 ovos, bananas, três bandejas de mocotó, charque, fígado bovino, tomate, laranja, pimenta-de-cheiro, manga, couve, macaxeira, alho e ração para os gatos.
Ao apresentar os produtos, a mulher criticou consumidores que, segundo ela, escolhem marcas consideradas mais caras e depois utilizam o valor da compra para sustentar que os brasileiros estariam passando fome ou enfrentando uma grave crise de alimentação.
A comparação, no entanto, provocou reação imediata nas redes sociais. Parte dos internautas questionou a conclusão de que uma compra de R$ 150 seria suficiente para demonstrar que o custo da alimentação não representa um problema para as famílias brasileiras.
Um dos comentários ironizou a quantidade de alimentos exibida no vídeo e afirmou que “uma cebola, dois tomates, uma cabeça de alho, 3 laranjas e uma cartela de ovo dá para comer o mês inteiro”.
Outro internauta criticou a comparação entre quantidade e qualidade da alimentação. “Se você está satisfeita em se alimentar com o que dá, aí já não é problema nosso”, escreveu. Na sequência, afirmou que muitas pessoas trabalham para conseguir comprar alimentos de melhor qualidade e não deveriam se contentar com “tão pouco”.
A publicação também ganhou contornos políticos. Ao comentar os preços dos alimentos, a criadora de conteúdo comparou a situação atual com o período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República. Segundo ela, durante aquele período havia pessoas que enfrentavam dificuldades até para comprar determinados alimentos e recorriam a produtos como ossos e pele de frango.
A mulher também fez críticas ao bolsonarismo e afirmou que, na avaliação dela, o grupo político estaria mais preocupado em favorecer os Estados Unidos do que os interesses dos brasileiros.
O episódio evidencia uma discussão que vai muito além do valor apresentado em uma única compra. O preço da alimentação varia de acordo com a região, estabelecimento, quantidade, qualidade e marcas escolhidas. Para muitas famílias, portanto, uma lista de produtos adquirida por R$ 150 não necessariamente representa o custo de uma alimentação adequada durante um mês.
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