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Jantar Cancelado

Mohammed bin Salman fará homenagem em encontro nesta sexta-feira em Paris, dois dias após Lula afirmar que diferenças ideológicas não devem impedir diplomacia

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BRASIL

27.mar.2018 - O príncipe saudita Mohammed bin Salman Al Saud
Bryan R. Smith/AFP Photo

O presidente Lula (PT) cancelou hoje o jantar com Mohammed bin Salman al Saud, príncipe que deu de presente o kit de joias à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e suspeito de mandar matar o jornalista Jamal Khashoggi.

O que aconteceu? O evento saiu da agenda oficial do presidente nesta tarde, poucas horas antes do evento. O Planalto alegou agenda intensa na viagem a Brasília. Não há nova data.

O jantar, na Residência Oficial do Reino da Arábia Saudita em Paris, foi acrescentado no meio da viagem e causou repercussão negativa. O evento estava marcado para acontecer às 20h30 (horário local, 15h30 em Brasília).

Segundo a assessoria de comunicação, a agenda de ontem “acabou muito tarde” e os planos foram revistos. Um encontro com o presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Ilan Goldfajn, foi colocado no lugar para as 18h30 (horário local, 13h30 em Brasília).

Inicialmente, a saída de Lula estava prevista para esta noite, às 21h, no horário de Paris (16h em Brasília). Hoje, a comitiva decidiu mudar a partida para a manhã de amanhã (24), após um pronunciame, após um pronunciamento à imprensa às 8h (horário local, 3h em Brasília). Lula participa hoje de vários encontros em Paris, após sua participação na Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global.

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Ele também tem na agenda um almoço com o presidente francês, Emmanuel Macron, e encontros com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e o presidente da República do Congo, Denis Sassou-Nguesso.

Quem é o príncipe herdeiro? Mohammed bin Salman al Saud presenteou Michelle Bolsonaro com um kit de joias. O governo Bolsonaro teria tentado trazer os bens ao Brasil de forma ilegal, sem declará-los, e as joias acabaram detidas pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos.

O príncipe também é suspeito de mandar matar o jornalista Jamal Khashoggi em 2018. Segundo relatório de inteligência dos EUA publicado em março de 2021, ele teria autorizado o assassinato ou captura do jornalista, que era crítico do príncipe.

 

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Master pagou R$ 33 milhões a ex-diretora de instituto fundado por Gilmar, aponta PF

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A Polícia Federal identificou o pagamento de R$ 33 milhões do Banco Master ao escritório de advocacia Alves Correa, ligado à advogada Dalide Correa, que já ocupou cargo de direção no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação consta de documentos de uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília (BRB) analisados pela PF.

O caso ganhou atenção porque, segundo diálogos interceptados pela Polícia Federal entre executivos do Banco Master, o escritório era apresentado internamente como um “canal direto com o STF”. Nas conversas, os pagamentos destinados à banca de Dalide eram relacionados à suposta capacidade de interlocução com a Corte. Os investigadores, porém, não encontraram nas conversas menções a nomes específicos de ministros do Supremo.

O valor aparece entre as maiores despesas jurídicas do Banco Master em 2024. De acordo com o relatório do BRB, o banco gastou R$ 215 milhões com advogados no ano fiscal de 2024, contra R$ 76 milhões no ano anterior.

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Do montante, R$ 40 milhões foram destinados ao escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, aparecem os R$ 33 milhões pagos ao escritório de Dalide Correa. O relatório apontou que as despesas jurídicas do banco haviam mais que triplicado em relação ao ano anterior.

A relação profissional entre Dalide Correa e Gilmar Mendes remonta ao período em que o atual ministro do STF ocupava o cargo de advogado-geral da União, entre 2000 e 2002. Na época, Dalide trabalhava no setor jurídico da Caixa Econômica Federal. Posteriormente, ela ocupou cargo de chefia no IDP, instituição fundada por Gilmar Mendes, deixando a função em 2017.

Apesar dos registros identificados na auditoria, Dalide Correa negou ter prestado serviços ao Banco Master. Em nota, afirmou que seu escritório nunca atuou para a instituição no STF e que não procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relacionados ao banco.

Segundo a advogada, os trabalhos mencionados estavam relacionados a processos judiciais originalmente conduzidos para empresas que venderam créditos ao Banco Master e que posteriormente foram sucedidas pelo banco. Ela afirma que essa atuação ocorreu exclusivamente em primeira e segunda instâncias.

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A assessoria de Gilmar Mendes não se manifestou sobre o caso.

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