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DESTAQUE NACIONAL

Ravena mantinha relacionamentos com dois líderes de facção, aponta investigação

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POLÍCIA

O caso envolvendo Ravena e os pais dela, Orminda Carlos de Barcelos e Nivaldo de Almeida, ganhou repercussão nacional neste domingo (13), após ser apresentado em uma reportagem do Fantástico, da TV Globo. A investigação revelou a suposta proximidade da família com integrantes da cúpula de uma organização criminosa que atua em Mato Grosso.

Entre os principais elementos descobertos pelos investigadores está a suspeita de que Ravena manteve relacionamentos amorosos com dois homens apontados como integrantes de destaque da facção: Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, e Renildo Silva Rios.

A reportagem teve acesso a mensagens, fotografias, áudios e vídeos obtidos pela polícia com autorização judicial. O conteúdo, segundo as investigações, mostra que a relação de Ravena com criminosos ia além de contatos ocasionais.

Um dos homens próximos a Ravena era Jonas Souza Gonçalves Júnior, o Batman, apontado pela polícia como uma das lideranças da organização criminosa em Mato Grosso.

Condenado a 49 anos de prisão, Batman cumpria pena na Penitenciária Central do Estado. Em setembro de 2024, ele deixou a unidade para cumprir o restante da condenação no regime semiaberto, utilizando tornozeleira eletrônica.

Três dias depois, rompeu o equipamento e fugiu para o Rio de Janeiro. O criminoso passou a ser procurado pelas autoridades.

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Segundo a investigação exibida pelo Fantástico, Ravena sabia onde Batman estava escondido e teria recebido informações sobre a localização dele no Rio. O material aponta que os dois mantiveram contato mesmo após a fuga.

A investigação também identificou encontros do casal no Rio de Janeiro. Em uma das mensagens, Ravena demonstrou entusiasmo ao mencionar um Porsche atribuído a Batman.

Além de Batman, Ravena também teria mantido um relacionamento com Renildo Silva Rios, apontado pela investigação como integrante de destaque da organização criminosa.

Renildo está preso há mais de duas décadas por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Ele também é apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso e teria função de conselheiro dentro da facção.

De acordo com a investigação, Ravena conhecia a posição de Renildo dentro da organização. Os dois trocavam mensagens e mantinham um relacionamento, segundo o material apresentado na televisão.

Renildo também teria enviado presentes à namorada, entre eles uma joia personalizada e um veículo. Uma das entregas foi registrada em vídeo por uma amiga de Ravena.

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A investigação aponta ainda que Ravena e os pais teriam atuado na movimentação e ocultação de recursos provenientes das atividades criminosas.

Segundo a polícia, eles emprestavam contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores, transportavam dinheiro e ajudavam a movimentar recursos que seriam destinados à organização criminosa.

Os pais de Ravena também foram monitorados pelos investigadores. Em uma chamada de vídeo, Nivaldo aparece exibindo uma pistola e fazendo um gesto associado à facção. Em outra conversa, Orminda menciona que iria a um sítio buscar uma arma para vender.

Mensagens encontradas durante a investigação também revelariam a preocupação da família em esconder a proximidade com criminosos. Em uma das conversas, Orminda afirma que não suportava mais viver de aparências. Em resposta, Ravena teria admitido que a família estava envolvida com atividades criminosas.

Ravena, Orminda e Nivaldo foram indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Durante o interrogatório, Ravena permaneceu em silêncio diante dos questionamentos feitos pelos investigadores.

O caso ganhou repercussão nacional após a exibição da reportagem, que apresentou detalhes da investigação e mostrou a suposta ligação da família com integrantes da estrutura da organização criminosa.

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POLÍCIA

Pai vira réu por feminicídio após morte de filha de 12 anos em Várzea Grande

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A Justiça tornou réu Claudinei Silva, de 42 anos, acusado de matar a própria filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele responderá por feminicídio, com agravantes relacionadas a motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Claudinei está preso preventivamente desde 7 de junho, data em que a menina morreu. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público e posteriormente recebida pela Justiça. O processo tramita em segredo de Justiça.

Olga foi encontrada morta na residência do pai, no bairro Serra Dourada, após passar a primeira noite no local. A informação foi confirmada pela advogada que representa a família, Dayanne Rodrigues.

VERSÕES SOBRE O CRIME

Durante as investigações, Claudinei teria relatado à polícia que encontrou supostas mensagens entre a filha e um garoto e que isso teria desencadeado as agressões.

A versão, porém, é contestada pela mãe da menina. Segundo a família, Olga não possuía celular e também não utilizava redes sociais.

Ainda conforme a defesa da família, a mãe de Olga havia se separado de Claudinei após episódios de violência doméstica. Mesmo assim, a menina mantinha o desejo de conviver com o pai, motivo pelo qual eram permitidas algumas visitas.

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Até então, entretanto, Olga não costumava permanecer durante a noite na residência do pai.

A defesa de Claudinei ainda não foi localizada para comentar a decisão judicial.

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