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INVESTIGAÇÃO

Advogado é morto a tiros enquanto assistia a jogo do Brasil em Santa Luzia do Paruá

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POLÍCIA

O advogado e pecuarista Márcio Dominice Abreu Soares foi morto a tiros na noite de sexta-feira (19), em uma conveniência no município de Santa Luzia do Paruá, a 370 km de São Luís. A Polícia Civil investiga o caso.

Segundo testemunhas, Márcio assistia à partida entre Brasil e Haiti, pela Copa do Mundo, quando foi surpreendido por homens armados e encapuzados que chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos.

A vítima foi atingida por vários tiros, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Após o crime, os suspeitos fugiram e, até o momento, não foram localizados.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em São Luís, onde passará por perícia médica.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que acompanha as investigações sobre o caso e que após o crime, equipes da Polícia Militar realizaram diligências e barreiras policiais na região para tentar localizar o autor.

A SSP reafirmou ainda que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para o esclarecimento do crime e que, para não comprometer as investigações, outras informações serão divulgadas no momento oportuno.

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Por meio de nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), Kaio Saraiva, manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Márcio Dominice. Na mensagem, afirmou que a advocacia maranhense não aceitará ataques nem impunidade.

“Em nome da advocacia maranhense, me solidarizo com a família do advogado Márcio Dominice Abreu Soares, covardemente assassinado em Santa Luzia do Paruá na noite desta sexta-feira.

Antecipo que a advocacia não aceitará ataques e nem a impunidade. Exigimos providências. O crime a violência não podem imperar.”

“A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB/MA), manifesta profundo pesar pelo brutal assassinato do advogado Márcio Dominici Abreu Soares (OAB/MA 6433), ocorrido na noite desta sexta-feira, em Santa Luzia do Paruá. A advocacia maranhense perde um profissional cuja trajetória foi interrompida de forma covarde e inaceitável.

A OAB/MA repudia veementemente qualquer ato de violência contra advogados e reafirma que ataques dessa natureza ferem não apenas a memória do advogado, mas atingem toda a classe, afrontando o exercício pleno da advocacia e os princípios do Estado Democrático de Direito.

A OAB maranhão informa que já acionou as forças de segurança do Estado e acompanha de perto as providências já em curso. A instituição exige apuração rápida, rigorosa e transparente, bem como a imediata identificação e prisão dos responsáveis por este crime que choca a sociedade e agride a cidadania.

Solidarizamo-nos com os familiares, amigos e colegas de profissão de Márcio Dominici, reafirmando que a advocacia maranhense não se calará diante da violência e seguirá firme na defesa da justiça, da vida e da dignidade humana.”

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POLÍCIA

Organização criminosa movimentou R$ 200 milhões com cassiterita ilegal do Amapá, segundo PF

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A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (18), três mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Amapá, durante as operações Trato Sujo II e Trono de Ferro II. O objetivo é desarticular uma organização criminosa responsável pela extração ilegal de cassiterita em um dos maiores garimpos clandestinos do estado.

As investigações revelaram que o grupo movimentou mais de 670 toneladas de cassiterita, inseridas no mercado formal por meio de documentação fraudulenta, em um esquema de “esquentamento” do minério. O valor estimado das operações ilegais ultrapassa R$ 200 milhões, causando prejuízos à ordem econômica e danos ambientais de grande magnitude.

A ação desta quinta-feira (18) é um desdobramento da primeira fase da operação Trono de Ferro, realizada em 19 de fevereiro deste ano, quando 36 mandados foram cumpridos, resultando na prisão de seis pessoas e o bloqueio de cerca de R$ 405 milhões em bens e valores.

Houve também o bloqueio de bens no valor de, aproximadamente, R$ 250 milhões, totalizando mais de R$ 650 milhões em bloqueios durante as investigações.

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Os crimes investigados pela PF são: organização criminosa, usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, lavagem de dinheiro e falsidade documental.

Cassiterita

A cassiterita é um mineral composto por dióxido de estanho. O Amapá possui áreas ricas nesse minério, especialmente em garimpos clandestinos.

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