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IRRITAÇÃO

“A culpa é desse moleque idiota”: empresária Margareth Buzetti detona Eduardo Bolsonaro por crise internacional e tornozeleira do pai

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POLÍTICA MT

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), aliada de primeira hora do ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e do atual governador, Otaviano Pivetta, subiu severamente o tom contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em uma entrevista contundente, a parlamentar — que apoiou a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022 — responsabilizou diretamente as atitudes de Eduardo no exterior pelas sanções comerciais sofridas pelo Brasil e pelo cerco judicial que resultou na imposição de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente. “A culpa por Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque”, disparou Buzetti, criticando a falta de maturidade e a postura incendiária do filho do ex-mandatário.

A reação da empresária e congressista reflete a crescente irritação de setores da direita moderada e do empresariado ligado ao agronegócio e à indústria. Buzetti acusou Eduardo de boicotar missões oficiais do Senado nos Estados Unidos e de inflamar uma crise institucional desnecessária que culminou em ameaças de tarifas alfandegárias de 50% contra produtos brasileiros. Para a senadora, a radicalização promovida pelo parlamentar prejudica a reorganização da direita e asfixia economicamente o país, evidenciando um isolamento político gerado pelas próprias frentes radicais da família Bolsonaro.

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POLÍTICA MT

Presença de PMs indiciados na Operação Simulacrum na segurança de ex-primeira-dama gera polêmica em MT

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A participação do Subtenente De Almeida e do Major Reineis na segurança de um evento político em Mato Grosso acendeu alertas e gerou questionamentos. Ambos os policiais militares foram indiciados na Operação Simulacrum, que investigou a execução de 24 pessoas sob a justificativa de falsos confrontos policiais no estado. A aparição pública dos agentes integrando a escolta da ex-primeira-dama Virgínia Mendes, durante o ato de lançamento de pré-candidaturas ao lado do ex-governador Mauro Mendes, provocou forte indignação em familiares das vítimas e setores da sociedade civil.
A principal controvérsia gira em torno do amparo legal para a atuação dos militares no evento eleitoral. Críticos e juristas apontam que, por não estar no exercício do cargo de primeira-dama, a pré-candidata não possui a prerrogativa legal de mobilizar agentes do Estado para fins particulares ou de campanha. Diante disso, levanta-se a suspeita de que os policiais estariam prestando segurança privada com armamento público e sem autorização da Polícia Federal — conduta que, se comprovada, pode configurar desvio de finalidade e crime de peculato.

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Outro ponto que atrai críticas é a situação funcional dos envolvidos na corporação. Apesar da gravidade dos indiciamentos na esfera penal e do impacto social provocado pela Operação Simulacrum, os policiais continuam na ativa e, segundo denúncias de familiares das vítimas, não enfrentaram processos disciplinares internos conclusivos na Corregedoria da Polícia Militar. A ausência de sanções administrativas ou afastamento preventivo intensifica a cobrança por transparência e por uma apuração rigorosa por parte dos órgãos de controle do Estado.

Nota da redação: O espaço do veículo segue aberto e à disposição da Polícia Militar de Mato Grosso, da assessoria dos citados e das defesas jurídicas dos policiais envolvidos para que apresentem suas manifestações, esclarecimentos ou contestações sobre os fatos narrados.

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