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REBATEU MAURO

Jayme diz que pode revelar denúncias e afirma: “Vai faltar cadeia em Mato Grosso”

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POLÍTICA MT

O senador Jayme Campos (União) reagiu às declarações do ex-governador Mauro Mendes, que afirmou que adversários políticos poderiam ter influenciado a Operação Heritage, da Polícia Federal. Jayme negou qualquer participação na deflagração da investigação e elevou o tom ao falar sobre informações que, segundo ele, possui.

“Se eu for abrir o bico aqui, se eu falar tudo o que eu sei, acabou Mato Grosso. Não sobra cadeia pra tanta gente. Vão ter que buscar novos presídios”, afirmou o senador.

Jayme também negou que utilize denúncias como instrumento de disputa política. Ele citou, como exemplo, uma representação feita em conjunto com os senadores Carlos Fávaro e Wellington Fagundes para pedir ao ministro André Mendonça a apuração de possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados de servidores públicos.

Segundo Jayme, servidores teriam relatado situações em que, mesmo após quitarem valores superiores aos contratados inicialmente, ainda permaneceriam com dívidas elevadas. “Isso me deixa indignado que os servidores públicos de Mato Grosso tenham sido roubados à luz do dia”, declarou.

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Ao comentar a possibilidade de adversários terem motivado a Operação Heritage, o senador classificou a afirmação como “desespero de causa” e voltou a negar qualquer relação com a investigação. Em seguida, mencionou contratos relacionados à concessão de rodovias estaduais e defendeu que também sejam analisados.

A Operação Heritage apura suspeitas relacionadas a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação busca esclarecer a origem e a destinação dos recursos, além de possíveis relações entre empresas, fundos e pessoas envolvidas no negócio.

Mauro Mendes nega irregularidades no acordo e afirmou que a operação teria sido utilizada politicamente para prejudicar sua candidatura ao Senado. Jayme, que rompeu politicamente com o ex-governador após a definição do candidato do União Brasil ao Governo de Mato Grosso, sustenta que sua posição é pela investigação dos fatos e nega que suas declarações tenham motivação eleitoral.

Com informações do Esportes e Notícias

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POLÍTICA MT

CPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (19), a oitiva de quatro empresários convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação DE possíveis irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025. Ao longo da reunião, foram feitas 261 perguntas aos depoentes, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prestaram depoimento Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os demais acompanharam a sessão de forma virtual, todos acompanhados de seus respectivos advogados.

Os questionamentos apresentados pelos integrantes da CPI abordaram diferentes aspectos dos fatos investigados, entre eles contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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Durante a oitiva, também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.

O procurador da ALMT Francisco de Brito explicou que os convocados tiveram assegurados o acesso aos autos, o acompanhamento por advogados e o direito constitucional de permanecer em silêncio. Segundo ele, o exercício desse direito não impede o prosseguimento dos trabalhos da CPI, que dispõe de outros instrumentos para produção de provas, como requisição de documentos, pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal e solicitação de informações e auditorias a órgãos de controle.

Nova etapa – A próxima reunião da CPI da Saúde está marcada para quarta-feira (26), às 14h, quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de estado de Saúde Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes.

Conforme informado durante a reunião, a comissão iniciou as oitivas com técnicos da Controladoria Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, ouviu empresários relacionados aos fatos investigados.

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A expectativa é que, após a próxima rodada de depoimentos, a comissão avance para a elaboração de um relatório parcial sobre os elementos já analisados, sem prejuízo da inclusão de novos documentos e informações que possam contribuir para a investigação.

Fonte: ALMT – MT

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