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MUITAS CRÍTICAS

Prefeito de MT não tem dó de dinheiro e gasta R$ 25 milhões em evento

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POLÍTICA MT

A Prefeitura de Sorriso, reconhecida como a capital nacional do agronegócio, está programando um investimento nas alturas de mais de R$ 25 milhões para a realização do GAFFFF (Global Agribusiness, Food, Festival & Forum). Este evento, que está sendo promovido como o maior festival de cultura agro do mundo, contará com uma combinação de feira de negócios, tecnologias, rodeios e uma vasta programação cultural, prevista para ocorrer entre os dias 23 e 26 de julho no Parque Tecnológico Luiz Giroletti.

Sem dó de gastar, o contrato mais significativo foi firmado com a empresa paulista Gafff Festival Ltda, responsável pela organização do evento, totalizando R$ 10 milhões e celebrado sem a realização de um processo licitatório. Este fato gerou muitas críticas e questionamentos sobre a transparência e a gestão dos recursos públicos.

Embora a entrada para a feira de negócios, a área de exposição e a praça de alimentação seja gratuita, o acesso aos fóruns e debates técnicos requer pagamento, variando de R$ 750 a R$ 1,5 mil por participante. Dessa forma, um investimento considerável será necessário para participar das discussões que abordarão temas relevantes para o setor agroindustrial.

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O GAFFFF irá integrar diversos elementos, como feira de negócios, debates sobre conteúdo técnico, uma oferta gastronômica diversificada e entretenimento. Para garantir a atração de público, a Prefeitura também programou apresentações de artistas renomados, sendo Wesley Safadão um dos principais nomes, com um cachê previsto de R$ 1,1 milhão. Outros artistas que se apresentarão incluem Natanzinho Lima, com um valor de R$ 850 mil, Murilo Huff, que receberá R$ 750 mil, e Luan Santana, com cachê superior a R$ 800 mil.

Este alto investimento em um evento de grande porte levanta questionamentos sobre as prioridades da administração municipal e os impactos reais que ele poderá ter na economia local, bem como se os benefícios gerados compensarão os significativos recursos públicos empregados.

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POLÍTICA MT

ALMT derruba veto que taxa APAEs, limpa pauta de vetos e recebe projeto para construção de 60 mil casas populares

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (24), uma sessão marcada pela derrubada do Veto 32/2026, aposto a Mensagem 65/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Mato Grosso, e pela limpeza da pauta de vetos do Poder Executivo. Ao todo, os deputados analisaram 36 vetos garantindo maior celeridade à tramitação das matérias.

Ao defender a derrubada do veto, o deputado Dr. João (MDB) destacou o relevante trabalho desenvolvido pelas Apaes no estado.

“As Apaes realizam um trabalho social, educacional e de reabilitação extraordinário. São 72 unidades espalhadas por Mato Grosso, acolhendo milhares de famílias e promovendo cidadania. É uma instituição que merece todo o nosso apoio”, afirmou.

Para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, a sessão representa o compromisso do Parlamento em garantir celeridade à votação das matérias.

“Foi uma sessão extremamente produtiva. Conseguimos avançar na limpeza da pauta de vetos, o que dá mais agilidade aos trabalhos da Assembleia e permite que matérias importantes para Mato Grosso tenham a tramitação adequada. O Parlamento está cumprindo seu papel de debater, votar e deliberar temas essenciais para a população mato-grossense”, destacou Max Russi.

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Ainda durante a sessão, os deputados receberam hoje das mãos do governador Otaviano Pivetta, o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.

Outro veto amplamente debatido pelos parlamentares foi o Veto Parcial 20/2026, relacionado à Defensoria Pública. Apesar da mobilização de deputados favoráveis à derrubada, o veto acabou sendo mantido. Esse é o Veto parcial aposto ao Projeto de Lei 1576/2025, que estima a receita e fixa a despesa de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2026.

O deputado Wilson Santos ressaltou a importância da instituição para a população mais vulnerável.

“A Defensoria Pública atende justamente aqueles que mais precisam que é o trabalhador humilde, a pessoa em situação de vulnerabilidade social. Não podemos permitir o enfraquecimento de uma instituição tão essencial”, argumentou Wilson Santos.

Dentre os vetos mantidos pelos deputados estão os de números 114/2025, 118/2025, 2/2026, 21/2026, 22/2026, 23/2026, 24/2026, 25/2026 e 26/2026.

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Os parlamentares também aprovaram a dispensa de pauta e votaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 45/2026, que altera as Leis Complementares nº 555/2014 e nº 720/2022 para dispor sobre a idade limite de permanência dos militares estaduais na reserva remunerada.

Fonte: ALMT – MT

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