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LOBBY

Além de Lulinha, filha de Lula circulou 52 vezes pelo Palácio do Planalto

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BRASIL

A filha mais velha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Lurian Cordeiro Lula da Silva, registrou 52 acessos ao Palácio do Planalto entre fevereiro de 2023 e março de 2025, superando o número de visitas feitas pelo irmão Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e divulgados pelo Metrópoles.

Lurian trabalha desde 2019 no gabinete do senador Rogério Carvalho (PT-SE) e, segundo a publicação, utilizava as visitas à sede do governo federal para apresentar demandas de prefeituras de Sergipe a integrantes da administração federal.

O número de acessos chama atenção porque supera com folga o registrado por Lulinha no mesmo período. Fábio Luís esteve no Planalto 18 vezes entre fevereiro de 2023 e março de 2025.

Além dos dois, outros familiares do presidente também aparecem nos registros. O filho caçula de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, teve cinco entradas no período, enquanto o neto do presidente, Thiago Trindade, registrou 18 acessos.

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Entrada sem agendamento

De acordo com a reportagem, servidores relataram que Lurian conseguia entrar sem agendamento prévio no gabinete da Secretaria de Relações Institucionais, durante a gestão do então ministro Alexandre Padilha.

A atuação da filha do presidente estaria relacionada principalmente à apresentação de demandas municipais ao governo federal. Lurian é assessora parlamentar e seu trabalho no gabinete do senador Rogério Carvalho ocorre desde 2019.

O levantamento sobre os acessos ocorre em um momento de maior atenção sobre a circulação de familiares de Lula nos espaços do governo. Além do caso envolvendo Lurian, o próprio Lulinha passou a ser citado em investigações relacionadas à atuação de lobistas e possíveis relações com negócios envolvendo empresas que mantêm contratos com o governo federal.

A frequência das visitas, por si só, não comprova irregularidade. Os registros, no entanto, mostram que Lurian teve acesso recorrente ao principal centro administrativo do governo federal e que parte dessas agendas estava relacionada à interlocução de demandas de municípios de Sergipe.

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O caso também aumenta a pressão sobre o governo Lula em meio ao período eleitoral. Nesta segunda-feira (31), pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou que 51% dos entrevistados desaprovam a administração petista, enquanto 46% aprovam.

 

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BRASIL

Mulher tenta provar que R$ 150 rendem no mercado; “só miúdo”

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Um vídeo publicado nas redes sociais reacendeu o debate sobre o preço dos alimentos no Brasil e dividiu opiniões entre internautas. Na gravação, uma mulher mostra uma série de produtos que afirma ter comprado por R$ 150 e usa as compras para contestar a ideia de que o consumidor brasileiro estaria sem condições de colocar comida na mesa.

Entre os itens apresentados estão uma bandeja com 30 ovos, bananas, três bandejas de mocotó, charque, fígado bovino, tomate, laranja, pimenta-de-cheiro, manga, couve, macaxeira, alho e ração para os gatos.

Ao apresentar os produtos, a mulher criticou consumidores que, segundo ela, escolhem marcas consideradas mais caras e depois utilizam o valor da compra para sustentar que os brasileiros estariam passando fome ou enfrentando uma grave crise de alimentação.

A comparação, no entanto, provocou reação imediata nas redes sociais. Parte dos internautas questionou a conclusão de que uma compra de R$ 150 seria suficiente para demonstrar que o custo da alimentação não representa um problema para as famílias brasileiras.

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Um dos comentários ironizou a quantidade de alimentos exibida no vídeo e afirmou que “uma cebola, dois tomates, uma cabeça de alho, 3 laranjas e uma cartela de ovo dá para comer o mês inteiro”.

Outro internauta criticou a comparação entre quantidade e qualidade da alimentação. “Se você está satisfeita em se alimentar com o que dá, aí já não é problema nosso”, escreveu. Na sequência, afirmou que muitas pessoas trabalham para conseguir comprar alimentos de melhor qualidade e não deveriam se contentar com “tão pouco”.

A publicação também ganhou contornos políticos. Ao comentar os preços dos alimentos, a criadora de conteúdo comparou a situação atual com o período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República. Segundo ela, durante aquele período havia pessoas que enfrentavam dificuldades até para comprar determinados alimentos e recorriam a produtos como ossos e pele de frango.

A mulher também fez críticas ao bolsonarismo e afirmou que, na avaliação dela, o grupo político estaria mais preocupado em favorecer os Estados Unidos do que os interesses dos brasileiros.

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O episódio evidencia uma discussão que vai muito além do valor apresentado em uma única compra. O preço da alimentação varia de acordo com a região, estabelecimento, quantidade, qualidade e marcas escolhidas. Para muitas famílias, portanto, uma lista de produtos adquirida por R$ 150 não necessariamente representa o custo de uma alimentação adequada durante um mês.

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