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CRIME PREMEDITADO

Suspeito tenta simular desaparecimento e envia foto de empresária antes de confessar assassinato em Cuiabá

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POLÍCIA

Um homem de 38 anos foi preso após confessar o assassinato da própria esposa, a empresária Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, em Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, ele chegou a procurar a delegacia para registrar o desaparecimento da vítima e, antes disso, enviou uma foto dela aos familiares para dar a impressão de que estava bem.

Segundo a delegada responsável pelo caso, o suspeito inicialmente tentou sustentar a versão de desaparecimento e alegou até estar sendo vítima de golpe e extorsão. No entanto, o comportamento contraditório e as informações repassadas por familiares da vítima levantaram suspeitas, levando ao aprofundamento das investigações.

Durante as diligências, o homem acabou entrando em contradição ao acompanhar os policiais e indicou um segundo imóvel. No local, confessou o crime e revelou onde havia escondido o corpo da esposa, enterrado em uma cova nos fundos do terreno.

As investigações apontam que o crime foi planejado. O suspeito teria contratado uma retroescavadeira sob o pretexto de abrir um poço, mas utilizou o equipamento para cavar o buraco onde ocultou o corpo. Posteriormente, ele ainda acionou novamente o maquinário para cobrir e nivelar a área, tentativa confirmada por prestadores de serviço.

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O corpo foi localizado a cerca de dois metros de profundidade, sendo necessária a utilização de máquinas para a retirada. O homem foi preso em flagrante e o caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sendo tratado como feminicídio.

(Com informações da TV Centro América)

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POLÍCIA

Operação Janus mira grupo suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro em cinco estados

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Janus para desarticular um grupo criminoso investigado por estelionato, lavagem de dinheiro e integração a organização criminosa.

Durante a operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias de 21 investigados. A Justiça também determinou a indisponibilidade de até R$ 160 mil para garantir eventual ressarcimento às vítimas e recuperação de valores considerados ilícitos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato da Capital.

Os mandados são cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades nos estados de Minas Gerais e Acre.

Segundo a investigação, o grupo aplicava o chamado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude usada principalmente em negociações de veículos pela internet.

Nesse tipo de crime, os golpistas simulam uma intermediação legítima entre comprador e vendedor, manipulando informações para enganar as duas partes e obter vantagem financeira.

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De acordo com a Polícia Civil, o esquema começou a ser investigado após duas vítimas serem alvo do golpe em janeiro de 2024.

Durante as diligências, os investigadores identificaram o suspeito apontado como principal articulador do grupo, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das negociações fraudulentas.

Os demais investigados seriam responsáveis por ceder contas bancárias para recebimento dos valores obtidos nos golpes ou atuar na movimentação financeira usada para ocultar a origem do dinheiro.

As apurações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 160 mil obtidos das vítimas.

A investigação também identificou uma estrutura considerada sofisticada de lavagem de dinheiro, com uso de contas bancárias espalhadas em vários estados, entre eles Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, os valores passavam por um processo de triangulação financeira, com transferências sucessivas e fracionadas para dificultar o rastreamento dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelo caso, afirmou que a operação faz parte das ações de combate a crimes patrimoniais e financeiros praticados por meio eletrônico.

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“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, afirmou.

O nome da operação faz referência a Janus — ou Jano — figura mitológica tradicionalmente representada com duas faces. Segundo a Polícia Civil, a escolha faz alusão ao modo de atuação do grupo, que se apresentava de formas diferentes para comprador e vendedor durante as negociações fraudulentas.

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