Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

OPERAÇÃO HERITAGE

Após ser citado por Mauro, Fávaro rebate acusações e diz que investigados devem responder à Justiça

Publicados

POLÍTICA MT

O senador Carlos Fávaro (PSD) reagiu às declarações do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que o apontou como um dos supostos articuladores políticos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. Em nota divulgada nesta quinta-feira (7), o parlamentar negou qualquer envolvimento com a investigação e afirmou que os alvos da operação devem apresentar suas justificativas no âmbito do processo judicial.

Segundo Fávaro, ninguém está acima da lei e as investigações conduzidas pela Polícia Federal são de responsabilidade de uma instituição de Estado, que atua com autonomia e seguindo os procedimentos legais.

O senador também criticou a tentativa de atribuir a operação a adversários políticos, afirmando que esse tipo de discurso desrespeita o trabalho realizado pelos investigadores e busca transformar uma apuração judicial em debate eleitoral.

Apesar das críticas, Fávaro ressaltou que todo investigado tem direito às garantias previstas na Constituição, como o contraditório, a ampla defesa, o acesso aos autos e a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos.

“O direito de defesa deve ser assegurado a qualquer cidadão. O que não se pode admitir é que esse direito seja utilizado para atacar pessoas que não possuem qualquer participação na investigação”, afirmou.

Leia Também:  Paula assegura transparência nas CPIs: “A população merece respostas”

O senador acrescentou que parlamentares não devem interferir em investigações policiais nem utilizar procedimentos judiciais como instrumento de disputa política.

Fávaro destacou ainda que sua atuação está voltada ao trabalho legislativo e à fiscalização dos interesses de Mato Grosso, defendendo que eventuais esclarecimentos sobre a operação sejam prestados no curso do processo.

“Quem precisa responder à Justiça deve fazê-lo nos autos, e não pelas redes sociais”, concluiu.

As declarações foram divulgadas após Mauro Mendes afirmar que adversários políticos, entre eles Carlos Fávaro, Pedro Taques, Janaina Riva e Jayme Campos, teriam atuado para influenciar a abertura da investigação da Polícia Federal.

Propaganda

POLÍTICA MT

Grupo de Mauro Mendes e Fábio Garcia usou 18 fundos de investimentos para desviar R$ 308 milhões diz PF, veja quais

Publicados

em

A investigação realizada no âmbito da Operação Heritage, da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou a existência de uma complexa “engenharia financeira” destinada ao desvio de recursos públicos em Mato Grosso. Segundo a PF, o grupo liderado pelo governador Mauro Mendes (União) e pelo deputado federal Fábio Paulino Garcia (União), o Fabinho, teria instrumentalizado um acordo entre o Estado e a empresa Oi S.A. para escoar R$ 308.123.595,50 por meio de 18 fundos de investimento estruturados em “múltiplas camadas de opacidade”.

A investigação aponta que o montante, originado de um termo de autocomposição tributária com o advogado Ricardo Almeida, hoje desembargador, não seguiu o regime constitucional de precatórios e foi rapidamente pulverizado em duas estruturas principais, denominadas pela PF como “cascatas”.

“Segundo a Autoridade Policial, esse ato representaria o marco da estruturação de sucessivas camadas de fundos de investimento, mecanismo concebido para dificultar o rastreamento do dinheiro e dissimular a destinação final de parcela dos valores oriundos do acordo”, diz trecho da decisão do ministro Flávio Dino.

Para os investigadores, o esquema funcionou em dois núcleos, através de dois fundos de investimentos constituídos poucos meses antes do acordo. No núcleo Mauro Mendes (denominado “Cascata Royal Capital FIDC”) valores transitaram pelos fundos Royal CapitalZurich FIM e London FIP. Esta última estrutura foi utilizada para adquirir participações na empresa Parecis Bioenergia, pertencente à família do governador, permitindo que o dinheiro público chegasse ao patrimônio privado de seus filhos e esposa sob uma aparência de legalidade. O Royal Capital recebeu R$ 154 milhões do governo estadual.

Leia Também:  Ministro pede que AL explique aumento no valor de emendas

No Núcleo de Fábio Garcia e Mauro Carvalho Júnior (denominado “Cascata Lotte Word FIDC”), foi utilizado o fundo Lotte Word FIDC para receber cerca de R$ 154 milhões (50% do acordo). Os recursos foram convertidos em investimentos privados em empresas ligadas aos familiares dos investigados, como a Hotéis Global S.A., envolvendo o pai e a mãe do deputado Fábio Garcia.

Diante dos “robustos e consistentes indícios” de lavagem de dinheiro e peculato, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão imediata das atividades econômicas e o congelamento das contas bancárias de 18 fundos. O magistrado destacou que tais veículos não foram concebidos para investimento coletivo real, mas para “blindagem patrimonial” e para dificultar o rastreamento do dinheiro.

“Segundo a linha investigativa apresentada, a operacionalização do esquema teria ocorrido por meio da utilização sucessiva de fundos de investimento e de estruturas financeiras interpostas, organizadas em múltiplas camadas, com a finalidade de pulverizar os fluxos financeiros, fragmentar a cadeia de titularidade dos ativos, dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos e conferir aparente licitude às operações realizadas. Tais mecanismos teriam permitido que valores provenientes do acordo fossem gradualmente transferidos em diferentes veículos antes de alcançarem seus destinatários finais”, diz trecho da decisão de Dino.

Fundo de Investimento CNPJ
Royal Capital FIDC 54.020.246/0001-54
Zurich Fundo de Investimento Multimercado 56.002.195/0001-63
London Fundo de Investimento em Participações 56.263.685/0001-13
5M Capital Fundo de Investimentos 46.685.359/0001-40
GS Heritage Fundo de Investimento 46.628.666/0001-90
Lotte Word FIDC 54.019.802/0001-72
Golden Bird FIDC 32.155.992/0001-12
Silver Bird FIDC 59.717.706/0001-11
Geonix 95 Fundo de Investimento 44.417.212/0001-44
Geonix Fundo de Investimento Multimercado 55.196.942/0001-89
Coliseu Fundo de Investimento 54.904.072/0001-92
Rhodes Fundo de Investimento 56.006.480/0001-52
Venture Finance FIDC 54.950.304/0001-49
Evimeria Fundo de Investimento 46.628.700/0001-26
RAT Fundo de Investimento 56.834.392/0001-49
Green Lake Fundo de Investimento 46.685.397/0001-01
América P. E. V Fundo de Investimento 46.557.134/0001-09
América P. E. XII Fundo de Investimento 46.685.377/0001-22
Leia Também:  Indicada para Saúde de Várzea Grande se apresenta como advogada sem registro na OAB

Bloqueio de R$ 308 milhões e quebra de sigilo

Além da suspensão dos fundos, a decisão judicial impôs o sequestro solidário de bens e valores de 61 alvos, incluindo as pessoas físicas dos investigados e seus familiares, até o limite de R$ 308,1 milhões. Também foi autorizado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 85 pessoas e empresas para reconstruir o fluxo financeiro completo da operação, desde a celebração do acordo com a Oi S.A. até o destino final nas contas dos beneficiários.

A Polícia Federal ressaltou que a celeridade incomum na aprovação do acordo pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/MT) e a criação de fundos poucos dias antes da assinatura do termo reforçam a suspeita de uso de informações privilegiadas (insider trading).

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA