Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

PROPAGANDA ELEITORAL

TRE pune Pedro Taques por uso de impulsionamento pago em críticas contra Mauro Mendes

Publicados

POLÍTICA MT

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) manteve a condenação do candidato ao Senado Pedro Taques (PSD) ao pagamento de multa de R$ 10 mil por utilizar publicidade paga nas redes sociais para divulgar conteúdos considerados ofensivos ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que também disputa uma vaga ao Senado.

A decisão foi tomada de forma unânime pelo plenário da Corte Eleitoral, seguindo o voto do relator, juiz Eduardo Calmon de Almeida Cezar. O entendimento foi de que o impulsionamento de publicações nas plataformas digitais não pode ser usado como estratégia para ampliar ataques ou mensagens que busquem desgastar a imagem de outros candidatos.

O processo teve origem em uma ação movida pela Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas. A representação apontou que dois vídeos publicados por Taques no Facebook e no Instagram receberam investimento financeiro para alcançar um público maior.

De acordo com a ação, uma das peças associava Mauro Mendes a suspeitas investigativas, enquanto outro material fazia críticas à administração do ex-governador, utilizando termos considerados negativos pela coligação autora.

Leia Também:  Dr. Eugênio fará a entrega de 150 coleções com livros de autores mato-grossenses no Araguaia

A defesa de Pedro Taques afirmou que as publicações representavam manifestações dentro do debate político e estavam protegidas pelo direito à liberdade de expressão. Também pediu que, diante da ausência de reincidência, a punição fosse reduzida ao valor mínimo previsto.

Os argumentos, no entanto, não foram aceitos pelos integrantes do TRE. Os magistrados ressaltaram que a legislação eleitoral permite o uso de impulsionamento para divulgação de candidaturas, mas impede que a ferramenta seja utilizada para promover propaganda negativa contra adversários.

Segundo informações do processo, os vídeos patrocinados alcançaram uma audiência estimada entre 600 mil e 700 mil impressões, com gastos que variaram de aproximadamente R$ 2,3 mil a R$ 2,9 mil.

Para o tribunal, o alcance das publicações e o investimento feito na divulgação justificaram a aplicação da multa no valor de R$ 10 mil.

Propaganda

POLÍTICA MT

Grupo de Mauro Mendes e Fábio Garcia usou 18 fundos de investimentos para desviar R$ 308 milhões diz PF, veja quais

Publicados

em

A investigação realizada no âmbito da Operação Heritage, da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou a existência de uma complexa “engenharia financeira” destinada ao desvio de recursos públicos em Mato Grosso. Segundo a PF, o grupo liderado pelo governador Mauro Mendes (União) e pelo deputado federal Fábio Paulino Garcia (União), o Fabinho, teria instrumentalizado um acordo entre o Estado e a empresa Oi S.A. para escoar R$ 308.123.595,50 por meio de 18 fundos de investimento estruturados em “múltiplas camadas de opacidade”.

A investigação aponta que o montante, originado de um termo de autocomposição tributária com o advogado Ricardo Almeida, hoje desembargador, não seguiu o regime constitucional de precatórios e foi rapidamente pulverizado em duas estruturas principais, denominadas pela PF como “cascatas”.

“Segundo a Autoridade Policial, esse ato representaria o marco da estruturação de sucessivas camadas de fundos de investimento, mecanismo concebido para dificultar o rastreamento do dinheiro e dissimular a destinação final de parcela dos valores oriundos do acordo”, diz trecho da decisão do ministro Flávio Dino.

Para os investigadores, o esquema funcionou em dois núcleos, através de dois fundos de investimentos constituídos poucos meses antes do acordo. No núcleo Mauro Mendes (denominado “Cascata Royal Capital FIDC”) valores transitaram pelos fundos Royal CapitalZurich FIM e London FIP. Esta última estrutura foi utilizada para adquirir participações na empresa Parecis Bioenergia, pertencente à família do governador, permitindo que o dinheiro público chegasse ao patrimônio privado de seus filhos e esposa sob uma aparência de legalidade. O Royal Capital recebeu R$ 154 milhões do governo estadual.

Leia Também:  Deputado Barranco apresenta projeto para acabar com burocracia da de autorização ambiental para pequenos produtores em MT

No Núcleo de Fábio Garcia e Mauro Carvalho Júnior (denominado “Cascata Lotte Word FIDC”), foi utilizado o fundo Lotte Word FIDC para receber cerca de R$ 154 milhões (50% do acordo). Os recursos foram convertidos em investimentos privados em empresas ligadas aos familiares dos investigados, como a Hotéis Global S.A., envolvendo o pai e a mãe do deputado Fábio Garcia.

Diante dos “robustos e consistentes indícios” de lavagem de dinheiro e peculato, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão imediata das atividades econômicas e o congelamento das contas bancárias de 18 fundos. O magistrado destacou que tais veículos não foram concebidos para investimento coletivo real, mas para “blindagem patrimonial” e para dificultar o rastreamento do dinheiro.

“Segundo a linha investigativa apresentada, a operacionalização do esquema teria ocorrido por meio da utilização sucessiva de fundos de investimento e de estruturas financeiras interpostas, organizadas em múltiplas camadas, com a finalidade de pulverizar os fluxos financeiros, fragmentar a cadeia de titularidade dos ativos, dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos e conferir aparente licitude às operações realizadas. Tais mecanismos teriam permitido que valores provenientes do acordo fossem gradualmente transferidos em diferentes veículos antes de alcançarem seus destinatários finais”, diz trecho da decisão de Dino.

Fundo de Investimento CNPJ
Royal Capital FIDC 54.020.246/0001-54
Zurich Fundo de Investimento Multimercado 56.002.195/0001-63
London Fundo de Investimento em Participações 56.263.685/0001-13
5M Capital Fundo de Investimentos 46.685.359/0001-40
GS Heritage Fundo de Investimento 46.628.666/0001-90
Lotte Word FIDC 54.019.802/0001-72
Golden Bird FIDC 32.155.992/0001-12
Silver Bird FIDC 59.717.706/0001-11
Geonix 95 Fundo de Investimento 44.417.212/0001-44
Geonix Fundo de Investimento Multimercado 55.196.942/0001-89
Coliseu Fundo de Investimento 54.904.072/0001-92
Rhodes Fundo de Investimento 56.006.480/0001-52
Venture Finance FIDC 54.950.304/0001-49
Evimeria Fundo de Investimento 46.628.700/0001-26
RAT Fundo de Investimento 56.834.392/0001-49
Green Lake Fundo de Investimento 46.685.397/0001-01
América P. E. V Fundo de Investimento 46.557.134/0001-09
América P. E. XII Fundo de Investimento 46.685.377/0001-22
Leia Também:  Vereador suspeito de oferecer dinheiro e cargos em troca de votos é preso em operação da PF em RO

Bloqueio de R$ 308 milhões e quebra de sigilo

Além da suspensão dos fundos, a decisão judicial impôs o sequestro solidário de bens e valores de 61 alvos, incluindo as pessoas físicas dos investigados e seus familiares, até o limite de R$ 308,1 milhões. Também foi autorizado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 85 pessoas e empresas para reconstruir o fluxo financeiro completo da operação, desde a celebração do acordo com a Oi S.A. até o destino final nas contas dos beneficiários.

A Polícia Federal ressaltou que a celeridade incomum na aprovação do acordo pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/MT) e a criação de fundos poucos dias antes da assinatura do termo reforçam a suspeita de uso de informações privilegiadas (insider trading).

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA