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CASO OI

TCE, MPE e MPC não acham fraude em acordo de R$ 308 milhões com a Oi

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POLÍTICA MT

Antes mesmo da deflagração da Operação Heritage, três importantes órgãos de controle de Mato Grosso já haviam analisado o acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo do Estado e a Oi S.A. Nas manifestações, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o Ministério Público de Contas (MPC) e o Ministério Público Estadual (MPE) não identificaram indícios de fraude, dano aos cofres públicos ou irregularidade na negociação.

As análises ocorreram após questionamentos apresentados por adversários políticos do ex-governador Mauro Mendes (União), entre eles os candidatos ao Senado Pedro Taques (PSB) e Janaína Riva (MDB). Os procedimentos foram concluídos antes da operação da Polícia Federal, realizada em 6 de agosto e que teve Mendes entre os alvos.

O primeiro posicionamento ocorreu em 27 de junho de 2025, quando o procurador-geral de Contas Alisson Carvalho de Alencar examinou uma representação apresentada por Janaína Riva. O MPC considerou a denúncia improcedente e afirmou não ter encontrado elementos que indicassem irregularidades na condução do acordo ou favorecimento pessoal relacionado aos fundos envolvidos na operação.

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Em 6 de março de 2026, o conselheiro Guilherme Maluf, do TCE-MT, também avaliou questionamentos sobre a negociação. O conselheiro destacou que o acordo passou pela Procuradoria-Geral do Estado e posteriormente foi homologado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Na análise, chamou atenção ainda para a vantagem econômica: uma cobrança de R$ 583,4 milhões foi encerrada mediante pagamento de R$ 308,1 milhões, representando uma diferença superior a R$ 275 milhões.

Pouco depois, em 21 de março, o Ministério Público Estadual se manifestou sobre uma ação apresentada por Pedro Taques. O subprocurador-geral de Justiça Marcelo Ferra de Carvalho defendeu a manutenção do acordo e considerou que não havia elementos suficientes para sustentar a existência de prejuízo ao patrimônio público.

As manifestações dos três órgãos destacaram, portanto, a existência de análises técnicas anteriores que apontavam para a regularidade do negócio e para sua vantagem financeira para o Estado. O entendimento foi de que a negociação observou os procedimentos legais e não apresentou, nas avaliações realizadas, elementos capazes de caracterizar fraude ou desvio de finalidade.

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A Operação Heritage, entretanto, passou a investigar uma possível movimentação de recursos relacionada ao acordo com a Oi e levantou novas suspeitas sobre o caminho percorrido pelo dinheiro. A apuração da Polícia Federal ainda está em andamento e deverá esclarecer se houve ou não irregularidades na operação financeira.

Assim, embora TCE-MT, MPE e MPC tenham anteriormente considerado regular e vantajoso o acordo, a investigação federal trabalha com uma hipótese distinta e busca verificar se a negociação foi utilizada dentro de uma estrutura destinada a beneficiar interesses privados. As conclusões definitivas dependerão do avanço das investigações e das decisões judiciais sobre o caso.

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POLÍTICA MT

Novo presidente de direita na Colômbia inicia caçada contra narcoterroristas; veja vídeo

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O Exército da Colômbia intensificou as operações contra grupos armados ligados ao narcotráfico após a adoção de uma nova orientação de segurança pelo governo colombiano.

Em Miranda, no departamento de Cauca, militares da 29ª Brigada, em operação conjunta com a Polícia Nacional, capturaram um homem conhecido pelo alias “Menor”. Segundo as autoridades, ele seria integrante da estrutura Dagoberto Ramos, uma das dissidências das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

De acordo com as forças de segurança, o suspeito teria envolvimento em crimes como extorsão, sequestro, homicídios seletivos e ações com utilização de explosivos.

Durante a operação, os agentes apreenderam uma arma de fogo, munições, um drone e detonadores elétricos. O material deverá auxiliar nas investigações sobre a atuação da organização criminosa na região.

A ação ocorre no início do novo governo de direita da Colômbia, que assumiu com a promessa de endurecer o enfrentamento ao narcotráfico e aos grupos armados que continuam atuando em diferentes regiões do país.

As autoridades colombianas vêm ampliando as operações militares e policiais em áreas consideradas estratégicas para o combate às organizações ligadas ao tráfico de drogas e às dissidências das antigas FARC.

 

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