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Wilson Santos representa ALMT em solenidade pelos 125 anos de Santo Antônio de Leverger

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O município de Santo Antônio de Leverger (34 km de Cuiabá) completou 125 anos de fundação na última sexta-feira (13). Para marcar a data, a Câmara Municipal realizou uma sessão solene especial com homenagens a cidadãos e instituições que contribuíram para o desenvolvimento social e econômico da cidade ao longo de sua história. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso esteve presente na cerimônia, representada pelo deputado Wilson Santos (PSD).

O parlamentar falou da importância histórica, econômica e cultural de Santo Amônio para o Estado e destacou que, desde que ingressou na vida pública, mantém forte atuação em Santo Antônio de Leverger. Em sua trajetória política, destinou importantes recursos para a educação, saúde, infraestrutura, agricultura familiar, cultura e esporte. “Temos uma forte relação com o povo de Santo Antônio de Leverger, que tem muita história. Sou defensor de um ICMS mais justo, que desconcentre recursos dos grandes centros e valorize municípios que enfrentam o esvaziamento econômico há muito tempo”, destacou Wilson Santos.

Ele relembrou ainda que há quase quatro décadas, mantém presença constante no município, período no qual acompanhou importantes avanços, como a chegada da energia elétrica, da internet e do asfalto, especialmente na zona rural, que garantiu mais qualidade de vida aos moradores.

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Durante a solenidade, presidida pelo vereador Rafael Lima (PSB), diversas autoridades políticas locais celebraram a entrega dos 57 km de asfalto entre os trechos da MT-361 e MT-468, que beneficiam 17 comunidades rurais da região de Agrovila das Palmeiras. A obra, concretizada no dia 31 de maio, é fruto da articulação de Wilson Santos junto ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), e atende a uma demanda aguardada há mais de 30 anos pela população.

O deputado também ressaltou outras ações realizadas para o município, como a regularização fundiária rural, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que contemplou comunidades como Pontal, Santana do Taquaral e Serrana. Destacou ainda o apoio da Energisa, que levou rede elétrica, iluminação pública e acesso à internet para diversas famílias. Além disso, foram destinados mais de R$ 1 milhão em emendas parlamentares para perfuração de poços artesianos, em parceria com a Funasa e a Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat).

Durante o seu discurso, Wilson compartilhou uma curiosidade histórica sobre o deputado com mais mandatos na história da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ao longo de seus 190 anos, foi um santo-antoniense Francisco Pinto de Oliveira, que exerceu 12 mandatos entre 1900 e 1936. “Ele era tio-avô do saudoso governador Dante de Oliveira e o primeiro da família a ingressar na política. Ele saiu das barrancas do rio Cuiabá, em São Lourenço. Hoje, o Salão Negro da Casa de Leis leva o seu nome. Francisco foi presidente da Assembleia por quatro vezes”, lembrou.

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Wilson Santos também defendeu a inclusão de Santo Antônio de Leverger no traçado da ferrovia em Mato Grosso. Segundo ele, a medida descentralizaria investimentos dos grandes centros e estimularia o desenvolvimento de municípios historicamente esquecidos. “Leverger há décadas assiste ao tráfego intenso de carretas que apenas passam pelo município, sem deixar benefícios. É preciso um modelo de desenvolvimento mais justo e equilibrado, especialmente para cidades com mais de 300 anos de história, como Cuiabá, Vila Bela da Santíssima Trindade e Santo Antônio de Leverger”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT

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Grupo de Mauro Mendes e Fábio Garcia usou 18 fundos de investimentos para desviar R$ 308 milhões diz PF, veja quais

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A investigação realizada no âmbito da Operação Heritage, da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou a existência de uma complexa “engenharia financeira” destinada ao desvio de recursos públicos em Mato Grosso. Segundo a PF, o grupo liderado pelo governador Mauro Mendes (União) e pelo deputado federal Fábio Paulino Garcia (União), o Fabinho, teria instrumentalizado um acordo entre o Estado e a empresa Oi S.A. para escoar R$ 308.123.595,50 por meio de 18 fundos de investimento estruturados em “múltiplas camadas de opacidade”.

A investigação aponta que o montante, originado de um termo de autocomposição tributária com o advogado Ricardo Almeida, hoje desembargador, não seguiu o regime constitucional de precatórios e foi rapidamente pulverizado em duas estruturas principais, denominadas pela PF como “cascatas”.

“Segundo a Autoridade Policial, esse ato representaria o marco da estruturação de sucessivas camadas de fundos de investimento, mecanismo concebido para dificultar o rastreamento do dinheiro e dissimular a destinação final de parcela dos valores oriundos do acordo”, diz trecho da decisão do ministro Flávio Dino.

Para os investigadores, o esquema funcionou em dois núcleos, através de dois fundos de investimentos constituídos poucos meses antes do acordo. No núcleo Mauro Mendes (denominado “Cascata Royal Capital FIDC”) valores transitaram pelos fundos Royal CapitalZurich FIM e London FIP. Esta última estrutura foi utilizada para adquirir participações na empresa Parecis Bioenergia, pertencente à família do governador, permitindo que o dinheiro público chegasse ao patrimônio privado de seus filhos e esposa sob uma aparência de legalidade. O Royal Capital recebeu R$ 154 milhões do governo estadual.

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No Núcleo de Fábio Garcia e Mauro Carvalho Júnior (denominado “Cascata Lotte Word FIDC”), foi utilizado o fundo Lotte Word FIDC para receber cerca de R$ 154 milhões (50% do acordo). Os recursos foram convertidos em investimentos privados em empresas ligadas aos familiares dos investigados, como a Hotéis Global S.A., envolvendo o pai e a mãe do deputado Fábio Garcia.

Diante dos “robustos e consistentes indícios” de lavagem de dinheiro e peculato, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão imediata das atividades econômicas e o congelamento das contas bancárias de 18 fundos. O magistrado destacou que tais veículos não foram concebidos para investimento coletivo real, mas para “blindagem patrimonial” e para dificultar o rastreamento do dinheiro.

“Segundo a linha investigativa apresentada, a operacionalização do esquema teria ocorrido por meio da utilização sucessiva de fundos de investimento e de estruturas financeiras interpostas, organizadas em múltiplas camadas, com a finalidade de pulverizar os fluxos financeiros, fragmentar a cadeia de titularidade dos ativos, dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos e conferir aparente licitude às operações realizadas. Tais mecanismos teriam permitido que valores provenientes do acordo fossem gradualmente transferidos em diferentes veículos antes de alcançarem seus destinatários finais”, diz trecho da decisão de Dino.

Fundo de Investimento CNPJ
Royal Capital FIDC 54.020.246/0001-54
Zurich Fundo de Investimento Multimercado 56.002.195/0001-63
London Fundo de Investimento em Participações 56.263.685/0001-13
5M Capital Fundo de Investimentos 46.685.359/0001-40
GS Heritage Fundo de Investimento 46.628.666/0001-90
Lotte Word FIDC 54.019.802/0001-72
Golden Bird FIDC 32.155.992/0001-12
Silver Bird FIDC 59.717.706/0001-11
Geonix 95 Fundo de Investimento 44.417.212/0001-44
Geonix Fundo de Investimento Multimercado 55.196.942/0001-89
Coliseu Fundo de Investimento 54.904.072/0001-92
Rhodes Fundo de Investimento 56.006.480/0001-52
Venture Finance FIDC 54.950.304/0001-49
Evimeria Fundo de Investimento 46.628.700/0001-26
RAT Fundo de Investimento 56.834.392/0001-49
Green Lake Fundo de Investimento 46.685.397/0001-01
América P. E. V Fundo de Investimento 46.557.134/0001-09
América P. E. XII Fundo de Investimento 46.685.377/0001-22
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Bloqueio de R$ 308 milhões e quebra de sigilo

Além da suspensão dos fundos, a decisão judicial impôs o sequestro solidário de bens e valores de 61 alvos, incluindo as pessoas físicas dos investigados e seus familiares, até o limite de R$ 308,1 milhões. Também foi autorizado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 85 pessoas e empresas para reconstruir o fluxo financeiro completo da operação, desde a celebração do acordo com a Oi S.A. até o destino final nas contas dos beneficiários.

A Polícia Federal ressaltou que a celeridade incomum na aprovação do acordo pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/MT) e a criação de fundos poucos dias antes da assinatura do termo reforçam a suspeita de uso de informações privilegiadas (insider trading).

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