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MOVIMENTAÇÕES

Banco Master repassou R$ 870 milhões a empresas abertas após expansão da instituição

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POLITÍCA NACIONAL

Um levantamento sobre os pagamentos realizados pelo Banco Master aponta que 35 empresas abertas a partir de 2021 receberam cerca de R$ 870 milhões da instituição entre 2022 e 2025. O grupo representa quase 30% das 117 companhias que receberam pelo menos R$ 5 milhões no período.

O ano de 2021 marca a mudança do nome da instituição para Banco Master e o início da fase de expansão considerada na análise. Em pelo menos 12 empresas, os primeiros pagamentos registrados ocorreram poucos meses depois da abertura dos respectivos CNPJs.

Os dados também identificaram situações que chamaram a atenção, como empresas com capital social considerado baixo em relação aos valores movimentados, inconsistências em informações cadastrais e vínculos com pessoas que estão sob investigação.

Entre os casos citados estão as empresas Telure, Nanook e Utter, que juntas receberam mais de R$ 250 milhões. As três companhias possuem a mesma diretora.

Outro caso é o da Metanoein, que recebeu aproximadamente R$ 102 milhões. A empresa passou a ser investigada em apurações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Apesar das circunstâncias levantadas, os dados não permitem concluir que as companhias tenham sido abertas especificamente para receber recursos do Banco Master.

Empresas ligadas a figuras conhecidas

A relação dos maiores pagamentos também reúne empresas que possuem vínculos com pessoas conhecidas dos meios político, jurídico e empresarial.

Entre os nomes associados às companhias aparecem o apresentador Ratinho, o ex-ministro Guido Mantega, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, familiares do ministro Ricardo Lewandowski e pessoas próximas ao senador Jaques Wagner e ao ministro Kassio Nunes Marques.

Algumas das empresas citadas foram procuradas e informaram que os pagamentos correspondiam a serviços efetivamente realizados e que os contratos mantidos com o banco eram regulares.

CNPJs recentes movimentaram milhões

Além das empresas citadas, correspondentes bancários e escritórios de advocacia também aparecem entre os principais recebedores de recursos do Master por meio de CNPJs constituídos mais recentemente.

Para especialistas, a combinação entre a pouca idade de determinadas empresas, os valores expressivos movimentados e eventuais inconsistências cadastrais deve ser analisada pelos órgãos de fiscalização e controle.

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O levantamento considera pagamentos declarados à Receita Federal entre 2022 e 2025 e não estabelece, por si só, irregularidade nas operações.

Daniel Vorcaro, que controlava o Banco Master durante o período analisado, foi procurado para comentar os pagamentos, mas não se manifestou.

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POLITÍCA NACIONAL

CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

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Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

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Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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